México 2 x 3 Inglaterra: Protagonistas e mudanças de Tuchel superam euforia mexicana no Azteca

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Cidade do México (05/07/2026) — Jude Bellingham e Harry Kane marcaram os gols que garantiram a vitória da Inglaterra sobre o México por 3 a 2, neste domingo, no Estádio Azteca, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo pressionada pela altitude de 2.240 m e por mais de 80 mil torcedores mexicanos, a equipe de Thomas Tuchel confirmou a classificação e enfrentará a Noruega nas quartas, em Miami, no próximo sábado (11).

Como o jogo se desenhou: pressão mexicana x precisão inglesa

O México começou melhor, explorando a intensidade dos laterais e exigindo defesas de Jordan Pickford. A Inglaterra, que havia trocado Anthony Gordon e Bukayo Saka por Marcus Rashford e Noni Madueke em relação ao jogo anterior, encontrava pouca posse no campo ofensivo até a pausa para hidratação.

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O cenário mudou aos 36 minutos, quando Bellingham infiltrou sem marcação para abrir o placar após cruzamento de Saka. Dois minutos depois, recebeu assistência de Kane e ampliou. Mesmo assim, a Tri manteve o controle territorial e reduziu a desvantagem com Julián Quiñones aos 42.

Tuchel ajusta e segura a vaga mesmo com um a menos

Na volta do intervalo, a Inglaterra criou chances – bola na trave incluída – mas perdeu Jarell Quansah expulso. Ainda assim, Gordon sofreu pênalti convertido por Kane, levando o placar a 3 x 1. Com superioridade numérica, o México se lançou ao ataque, descontou de pênalti com Raúl Jiménez e manteve pressão até o apito final.

Tuchel respondeu com entradas de John Stones, Dan Burn e Djed Spence, formando linha de cinco para proteger a área. O bloqueio aéreo neutralizou as bolas levantadas de Luis Chávez e Jorge Sánchez, preservando a vantagem.

Raio-X estatístico da classificação inglesa

  • Protagonismo absoluto: Bellingham (6 gols) e Kane (4) anotaram 10 dos 11 gols ingleses nesta Copa (91%).
  • Eficiência no Azteca: 3 gols em 5 finalizações certas, índice de acerto de 60% à meta de Raúl Rangel.
  • México invicto defensivamente até então: 0 gol sofrido na fase de grupos; 3 gols sofridos em 90 minutos contra a Inglaterra.
  • Disputa física: 27 faltas cometidas (15 mexicanas, 12 inglesas) e 1 cartão vermelho para Quansah.

O que esta vitória projeta para a Inglaterra

A classificação reafirma a dependência da dupla Kane-Bellingham, mas também mostra evolução tática: Tuchel alternou 4-3-3 com 5-4-1 após a expulsão, demonstrando elasticidade estratégica. Contra a Noruega, que tirou o Brasil e tem Erling Haaland como referência aérea, a manutenção de solidez defensiva será decisiva. A tendência é o retorno de John Stones ao time titular, enquanto Luke Shaw pode ser opção para conter as transições pelo flanco esquerdo norueguês.

Conclusão prospectiva: Ao superar o fator casa do México, a Inglaterra ganha moral e valida o plano de Tuchel para partidas de alta pressão. Se repetir a eficiência ofensiva de sua dupla principal e ajustar a disciplina defensiva (já são 2 expulsões em 4 jogos), o elenco de 1966 pode vislumbrar uma nova semifinal mundialista.

Com informações de Trivela

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