Iraque vence a Bolívia na repescagem, quebra jejum de 40 anos e fica com a última vaga para a Copa do Mundo

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Monterrey (MEX), 1º de abril de 2026 – Aos 40 anos de sua última aparição, a seleção do Iraque carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Bolívia por 2 a 1, na madrugada desta quarta-feira, no Estádio BBVA, em Monterrey, pela repescagem intercontinental.

Como foi o jogo decisivo

O atacante Al-Hamadi abriu o placar logo aos 10 minutos, capitalizando a primeira chegada iraquiana. A Bolívia reagiu nos acréscimos da etapa inicial, quando Paniagua completou cruzamento para igualar. No segundo tempo, Hussein aproveitou rebote na entrada da área e acertou o canto: 2 x 1.

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Nos minutos finais, a equipe sul-americana empilhou bolas na área, mas esbarrou em atuação segura do goleiro Ahmed Basil, eleito o melhor em campo.

Significado histórico: fim de um hiato que começou em 1986

O Iraque disputou sua única Copa justamente no México, em 1986, quando foi eliminado ainda na fase de grupos. Quatro décadas e cinco ciclos eliminatórios depois, o país volta ao palco principal do futebol, tornando-se o 48º e último classificado do torneio ampliado.

Raio-X da classificação

Trajetória do Iraque

  • Terminou as Eliminatórias Asiáticas na posição que dava direito ao play-off intercontinental.
  • Chega à Copa com campanha recente de 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota nos últimos 10 jogos oficiais.
  • Média de 1,8 gol marcado por partida nas Eliminatórias; defesa sofreu 0,9.

Momento da Bolívia

  • Não disputa uma Copa desde 1994.
  • Concluiu a qualificatória sul-americana na zona de repescagem, com apenas 4 vitórias em 18 rodadas.
  • Fora de casa, somou 1 ponto de 27 possíveis, tendência que se manteve em Monterrey.

Como fica o Grupo I: desafios técnicos e táticos

O Iraque ingressa na chave ao lado de França, Senegal e Noruega. A leitura tática inicial indica:

  • França – potência europeia, possivelmente a mais talentosa do grupo. O Iraque tende a adotar bloco médio-baixo para neutralizar a velocidade francesa.
  • Senegal – transições rápidas e vigor físico; duelo direto pela segunda vaga pode exigir marcação encaixada nos lados do campo, onde senegaleses concentram 43 % de suas finalizações.
  • Noruega – força aérea com centroavante referência; jogos defensivos do Iraque (linha de cinco quando necessário) podem reduzir cruzamentos.

Próximos passos: preparação e janela de amistosos

A Federação Iraquiana já tem reservada uma data-FIFA em junho para amistosos contra México e Estados Unidos, ambos também classificados, buscando adaptação ao fuso e aos gramados norte-americanos. A convocação final de 26 jogadores deve sair até 15 de maio.

Para a Bolívia, o foco se volta às Eliminatórias da Copa de 2030 e à renovação do elenco; jogadores sub-23 devem ganhar minutagem já na Copa América de 2027.

Conclusão prospectiva: ao quebrar um tabu de quatro décadas, o Iraque injeta moral em uma geração que evoluiu estatisticamente em gols pró e consistência defensiva. Se repetir a solidez mostrada na repescagem, a equipe pode surpreender na briga pela segunda vaga do Grupo I, tornando seus amistosos de junho um termômetro fundamental para ajustes táticos antes da estreia em 12 de junho, em Atlanta.

Com informações de ESPN.com.br

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