Guadalajara (MEX), 26 de março de 2026 – Com gol solitário de Bailey Cadamarteri, atacante do Wrexham, a Jamaica venceu a Nova Caledônia por 1 a 0 no Estádio Akron e avançou ao duelo derradeiro da repescagem mundial. Na próxima terça-feira (31), no mesmo palco, os Reggae Boys enfrentam a República Democrática do Congo; quem triunfar carimba o passaporte para a Copa do Mundo de 2026.
Como a vitória foi construída
O confronto desta quinta-feira foi marcado pelo equilíbrio físico e poucas ações criativas. Aos 32 min do primeiro tempo, Cadamarteri mostrou oportunismo ao aproveitar rebote do goleiro Nyikeine após cobrança de falta, definindo o marcador. No segundo tempo, a Jamaica criou chances em transições rápidas, mas esbarrou na pontaria. Nos minutos finais, a Nova Caledônia lançou-se ao ataque e obrigou o goleiro Andre Blake a três defesas importantes, consolidando-o como outro nome decisivo.
Bailey Cadamarteri: o ‘9’ que dinamiza o ataque jamaicano
Nascido na Inglaterra e naturalizado jamaicano, Cadamarteri atua no Wrexham, atualmente na Championship inglesa. Sua mobilidade e leitura de espaço complementam a dupla de pontas de velocidade que a Jamaica utiliza desde o ciclo anterior de eliminatórias. É o segundo gol do camisa 9 na repescagem intercontinental, reforçando a dependência ofensiva da seleção caribenha em ações de bola parada e transições curtas.
Raio-X da repescagem mundial
Etapa atual: semifinal
Formato: jogo único em campo neutro, prorrogação e pênaltis em caso de empate
Classificação direta: vencedor de Jamaica x RD Congo entra no Grupo K da Copa (Portugal, Uzbequistão e Colômbia).
Outros cruzamentos: Bolívia superou o Suriname por 2 a 1 e enfrenta o Iraque em Monterrey, também valendo vaga.
O que esperar de Jamaica x RD Congo
• Força física vs. velocidade: a RD Congo, tradicionalmente robusta no jogo aéreo, tende a testar a defesa jamaicana em bolas paradas.
• Experiência internacional: Blake (MLS) e Cadamarteri (Championship) somam temporadas em ligas competitivas, enquanto a RD Congo aposta em atletas espalhados por campeonatos europeus de segundo escalão.
• Gestão emocional: a Jamaica não disputa um Mundial desde 1998; a RD Congo jamais se classificou na era pós-Zaire. O fator histórico pode influenciar a tomada de decisão em momentos de pressão.
Impacto na configuração do Grupo K
Quem avançar encontrará o favoritismo de Portugal, a organização tática da Colômbia e o ritmo intenso do Uzbequistão. Jamaica ou RD Congo chegarão como quarta força, mas com a vantagem de estrear em alta competitiva após jogos eliminatórios recentes, algo que costuma gerar ganho de ritmo na primeira rodada do Mundial.
Imagem: Internet
Uma vaga na Copa do Mundo vale não apenas visibilidade, mas também investimento federativo — a FIFA destina premiações incrementais já na fase de grupos. Para a Jamaica, a classificação encerraria um hiato de 28 anos; para a RD Congo, seria a primeira presença com a atual nomenclatura nacional.
Restará saber qual seleção aproveitará melhor o intervalo reduzido de preparação até terça-feira. Os Reggae Boys levam vantagem no entrosamento do setor ofensivo, enquanto os congoleses chegam com índice de conversão superior em bolas paradas nas Eliminatórias Africanas. O vencedor definirá o último integrante do Grupo K e alterará projeções de favoritismo para a fase inicial do Mundial.
Com informações de ESPN.com.br