Paris (26/03/2026) — Luiz Henrique, atacante do Zenit e ex-Botafogo, voltou a ser decisivo ao sair do banco na derrota por 2 × 1 da Seleção Brasileira para a França, reforçando o rótulo de “12º jogador” que o acompanha desde as primeiras convocações de Dorival Júnior.
Por que o status de 12º jogador importa
Desde setembro de 2024, quando foi chamado pela primeira vez ainda atuando no Botafogo, Luiz Henrique soma quatro contribuições diretas em gols (2 G + 2 A) nas Eliminatórias, todas partindo do banco. O técnico Dorival Júnior vem usando o atleta como válvula de escape na ponta direita para mudar rotações no segundo tempo, principalmente quando a Seleção precisa acelerar contra defesas já desgastadas.
Raio-X da atuação contra a França
Na última quinta-feira (26), o camisa 22 precisou de 45 minutos para liderar a produção ofensiva brasileira:
- 28 ações com bola
- 13/16 passes certos (81 %)
- 3 finalizações
- 3 dribles completos
- 2 passes decisivos e 1 grande chance criada
- Assistência para o gol de Bremer
Os dados do SofaScore confirmam o impacto imediato: volume de jogo pelo corredor direito, drible curto para desequilíbrio de marcações e chegada à área em diagonal — características que faltaram a Raphinha nos primeiros 45 minutos.
A concorrência na ponta direita
A posição é uma das mais concorridas da Seleção. Além de Raphinha (Barcelona), Dorival ainda conta com a joia Estêvão (em recuperação de lesão), Rayan e Endrick. O diferencial de Luiz Henrique, no entanto, está no perfil híbrido de velocista e criador de cruzamentos — um recurso útil tanto contra linhas baixas quanto em transição rápida.
Contexto de clube: Zenit sem vitrine europeia, mas com minutos decisivos
Embora o Zenit não dispute competições da UEFA desde a suspensão das equipes russas, o atacante mantém ritmo de jogo elevado na Premier League Russa, onde lidera o time em participações em gols (11) na temporada 2025/26. A regularidade doméstica garante minutagem que se converte em confiança quando veste a amarelinha.
Encaixe tático com Dorival Júnior
No 4-3-3 ou 4-2-3-1 de Dorival, Luiz Henrique preenche a faixa lateral em amplitude máxima, arrastando o lateral adversário e abrindo corredor interno para o meia-base (Lucas Paquetá ou Andreas Pereira). Ao inverter para o centro, oferece finalização de média distância — fundamento que decidiu partidas contra Chile e Peru nas Eliminatórias.
Imagem: Ic St
Impacto futuro: Copa do Mundo 2026 no horizonte
Faltando pouco para a convocação final, o histórico recente indica que Luiz Henrique deve ser mantido como 12º homem. Sua capacidade de aumentar revoluções por minuto nos minutos finais pode ser determinante em mata-matas, sobretudo diante de seleções que alternam blocos médios para baixos — cenário comum em Mundiais.
No curto prazo, a comissão técnica estuda cenários de jogo específico: entrar ao intervalo quando o placar estiver desfavorável ou substituir Raphinha em caso de queda física. A tendência é que o jogador do Zenit seja preservado como revulsivo, mantendo o efeito surpresa que tem funcionado desde 2024.
Resumo prospectivo: se mantiver média de participações a cada 70 minutos — sua marca desde que estreou —, Luiz Henrique chega ao Mundial como uma das principais cartas de mudança de ritmo da Seleção. A preparação contra Inglaterra e Nigéria, em abril, será o próximo teste para consolidar esse papel.
Com informações de Trivela