Quem: Matheus Cunha, atacante do Manchester United e da Seleção Brasileira.
O que: vive o melhor momento da carreira e ganha status de titular absoluto nos planos de Carlo Ancelotti.
Quando e onde: temporada 2025/26, entre Old Trafford e a preparação na Granja Comary para a Copa do Mundo de 2026.
Por quê: o esquema 4-2-4 da Seleção reproduz as funções que o jogador executa na Premier League, potencializando seus movimentos entrelinhas.
Por que Matheus Cunha virou peça-chave de Ancelotti
Desde a contratação pelo Manchester United, em julho de 2025, Cunha foi deslocado da referência ofensiva para um papel híbrido de false 9/meia-atacante. No 4-2-4 adotado por Ancelotti – com Vinicius Júnior e Raphinha nas pontas – o brasileiro replica exatamente o que faz em Old Trafford: inicia aberto pela esquerda, infiltra por dentro para dialogar com Bruno Fernandes e chega à área como elemento surpresa. A familiaridade tática reduz o tempo de adaptação e explica por que o atacante foi titular em seis dos oito jogos do novo ciclo da Seleção.
Raio-X da temporada 2025/26
Manchester United
- 33 partidas na Premier League
- 10 gols e 6 assistências
- Participação direta em 23% dos 69 gols dos Red Devils no torneio
- 3º lugar na liga e vaga garantida na Champions League 2026/27
Seleção Brasileira (ciclo pós-Copa América 2024)
- 8 jogos disputados
- 6 como titular
- 73% de presença nos minutos possíveis
- Média de 2,1 ações ofensivas decisivas* por 90 min (passes-chave + finalizações no alvo)
*dados compilados a partir de relatórios da CBF
Impacto coletivo: o que muda no ataque da Seleção
Com Cunha atuando entrelinhas, Vinicius Júnior recebe mais duelos de 1×1 pelo lado oposto, enquanto Raphinha alonga o campo pela direita. A presença de dois volantes (Casemiro e Bruno Guimarães, por exemplo) assegura cobertura contra a transição rival. Na prática, o 4-2-4 vira um 4-4-2 sem posse, com Cunha recompondo à esquerda – função que ele já realiza na Inglaterra. Esse ajuste libera laterais ofensivos, sobretudo o lado de Vini Júnior, criando superioridade numérica na última faixa.
Próximos desafios: de Marrocos ao mata-mata
No Grupo C da Copa do Mundo, o Brasil encara Marrocos, Haiti e Escócia. O primeiro duelo, frente aos marroquinos, exige criatividade entrelinhas para romper um bloco médio-baixo que se fecha em 4-1-4-1 – cenário perfeito para Cunha receber às costas do volante único rival e acionar Vini ou Raphinha nas diagonais. A comissão técnica projeta usar a mesma base ofensiva nos três jogos, mas estuda migrar para 4-3-3 contra adversários que congestionem o corredor central, recuando Cunha a um triângulo de meio-campo.
Conclusão prospectiva
Se mantiver a curva de desempenho observada no Manchester United, Matheus Cunha tende a ser o termômetro criativo de um Brasil mais vertical com Ancelotti. A versatilidade do atacante oferece soluções tanto para iniciar jogadas quanto para finalizar, tornando-o peça quase insubstituível neste ciclo. O próximo grande teste será no amistoso contra o Panamá; ali, a comissão avaliará se o entrosamento visto em clube já está maduro o bastante para os minutos decisivos da Copa.
Com informações de Trivela