Matheus Cunha mantém retorno à ‘função raiz’ na Seleção e reforça discurso: ‘Sempre fui’

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Quem: Matheus Cunha, atacante do Manchester United a serviço da Seleção Brasileira. O quê: atuou como meio-campista pela esquerda. Quando: terça-feira, 31 de março de 2026. Onde: amistoso internacional entre Brasil e Croácia, vencido por 3 a 1. Por quê: decisão técnica de Carlo Ancelotti para aumentar a fluidez criativa e equilibrar a recomposição defensiva.

Por que Matheus Cunha foi recuado?

Ancelotti já vinha testando variações do 4-3-3 para transformar o criticado 4-2-4 em algo mais sólido. Diante da Croácia, o treinador manteve João Pedro adiantado e liberou Vinicius Júnior para atacar por dentro. Para sustentar esse desenho, Cunha passou a alinhar-se a Casemiro no corredor esquerdo, agindo como um ‘meia 8’. A ideia principal foi:

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  • Garantir apoio curto a Vinicius Júnior, evitando que o camisa 10 ficasse isolado contra marcarores em bloco baixo;
  • Oferecer um box-to-box que pressionasse a saída croata e recomposse no 4-4-2 defensivo, poupando Vinicius da fase sem bola;
  • Aproveitar o histórico do próprio Cunha, formado como meia no Coritiba, para qualificar o passe vertical.

Raio-X de Matheus Cunha contra a Croácia

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Números ofensivos (SofaScore)

  • 38 ações com bola
  • 23 passes certos em 24 tentados (96% de acerto)
  • 3 finalizações (1 defesa difícil de Livaković)
  • 1 grande chance criada – lançamento que originou o gol de Vinicius

Números defensivos

  • 1 desarme
  • 4 recuperações de posse
  • 3 duelos vencidos pelo chão

O mapa de calor confirma a função híbrida: alta densidade no terço central esquerdo, mas com picos de presença dentro da grande área croata, sinalizando infiltrações tardias.

Comparativo: clube x Seleção

No Manchester United, Cunha parte como ponta esquerda com liberdade para flutuar. Já nos quatro jogos sob Ancelotti, atuou:

  • 2x como segundo atacante (modelo 4-2-4)
  • 1x como falso 9
  • 1x, contra a Croácia, como meia interno

A alternância corrobora a fala do jogador à CazeTV: “Desde pequeno sou meia. Hoje me sinto mais completo”. O técnico italiano, conhecido por aproveitar polivalentes (caso de Valverde no Real Madrid 2022-23), utiliza Cunha para modular o balanço ofensivo sem sacrificar intensidade de pressão.

O que muda para o ciclo da Copa 2026?

1. Profundidade de elenco: o Brasil ganha um ‘12º homem’ capaz de cobrir três funções — 9, 10 e 8 — numa lista de 23 nomes.
2. Dosagem de Vinicius Júnior: a proteção defensiva oferecida por Cunha libera o principal driblador do país para fases mais avançadas, reduzindo seu desgaste.
3. Flexibilidade durante o jogo: em cenários de desvantagem, Ancelotti pode empurrar Cunha à linha de ataque sem substituir peças, mantendo consistência na marcação alta.

Próximos desafios e projeção tática

A convocação final será divulgada em 18 de maio. Se mantiver o rendimento, Matheus Cunha tende a brigar por vaga direta no onze inicial contra seleções que exploram superioridade no meio, como França e Espanha. A expectativa é de que o Brasil comece o Mundial com Casemiro como 6 fixo, Cunha pela esquerda e Rodrygo ou Lucas Paquetá completando o trio central, formando um 4-3-3 que alterna em 4-4-2 sem a bola.

Conclusão: Ao reutilizar Matheus Cunha em sua “função raiz”, Ancelotti não apenas resgata características formativas do atleta, mas também encontra solução interna para equilibrar criação e recomposição. A experiência bem-sucedida contra a Croácia reforça a tendência de o camisa 9/19 converter-se em peça chave no desenho final rumo à Copa de 2026.

Com informações de Trivela

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