São Paulo, 1.º de abril de 2026 – O volante André, de 19 anos, revelou à ESPN que esteve muito perto de trocar o Corinthians pelo Milan, mas garantiu estar “pensando 100%” no clube paulista. A declaração vem em meio a uma nova ofensiva italiana, que elevou a proposta para 22 milhões de euros (cerca de R$ 133 milhões) e aguarda resposta para a próxima janela de transferências.
Por que o Milan insiste em André?
O Milan procura um meio-campista de marcação com saída de bola rápida desde a saída de Sandro Tonali, negociado em 2025. O perfil de André – volante de boa condução, alta intensidade e formação em categoria de base campeã – encaixa no modelo que o técnico rossonero privilegia: pressão alta, recuperação imediata da posse e transição curta até o terço final.
O que pesa na decisão corintiana
A diretoria do Corinthians já havia recusado uma oferta de 17 milhões de euros por 70% dos direitos econômicos. O veto partiu do presidente Osmar Stabile, que considera André peça central do “Projeto 2029”, focado em valorizar atletas formados no clube. A nova proposta italiana — €18 mi fixos + €4 mi em variáveis — eleva o debate interno entre equilibrar as contas e manter a espinha dorsal jovem do elenco.
Raio-X de André
- Jogos como profissional: 28
- Gols: 4
- Contrato: até dezembro/2029
- Participação na base: campeão da Copinha 2025 e eleito melhor volante da competição
- Direitos econômicos: 70% Corinthians, 30% atleta (que sinalizou abrir mão da fatia para viabilizar a venda)
Impacto técnico imediato
André atua principalmente como segundo volante no 4-3-3 de António Oliveira, responsável por 38% dos desarmes do setor nas últimas 10 partidas oficiais. Caso a venda se concretize, o Corinthians terá de remodelar a saída de bola pela esquerda, hoje desenhada para o passe vertical do jovem. Sem um substituto natural no plantel, a comissão técnica avalia reposição no mercado sul-americano.
Como fica o planejamento de 2026
Com Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil no calendário, a eventual perda de André antes da fase mata-mata continental exigirá reposição qualificada e rápida integração ao modelo de jogo. Em contrapartida, a injeção de até €22 milhões pode financiar contratações pontuais e diminuir a pressão por vendas futuras.
Imagem: Internet
No curto prazo, a cúpula alvinegra estabelecerá dois cenários de trabalho: manutenção do atleta até dezembro ou venda imediata com reinvestimento parcial na janela de meio de ano. A resposta oficial ao Milan deve definir não só o futuro de André, mas também a profundidade do elenco corintiano para o segundo semestre.
Próximos capítulos: o staff do jogador aguarda posição do Corinthians ainda nesta semana. Caso o veto seja mantido, a diretoria italiana estuda reapresentar oferta no encerramento da temporada europeia, mantendo André no radar para 2027.
Com informações de ESPN Brasil