Corinthians vence, mas Palmeiras sobra no agregado e conquista o bicampeonato do Paulistão feminino

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São Paulo, 14 de dezembro de 2025 — O Palmeiras conquistou neste domingo, no Estádio do Canindé, o bicampeonato consecutivo do Paulistão Feminino ao superar o Corinthians no agregado por 5 a 2. Apesar da derrota por 1 a 0 no jogo de volta, o Verdão entrou em campo com a vantagem obtida na goleada de 5 a 1 no duelo de ida e confirmou sua quarta taça estadual (2001, 2022, 2024 e 2025).

Como o Palmeiras administrou a vantagem e garantiu o título

Com cinco gols de margem construídos em Barueri, o técnico Ricardo Belli adotou postura mais reativa no Canindé. O bloco médio-baixo alviverde concentrou a marcação no corredor central, reduzindo os espaços para as meias corintianas criarem entrelinhas. A principal orientação foi proteger a área e forçar o Corinthians a finalizar de fora, algo que se refletiu nos expected goals (xG): 0,86 xG para o Timão contra 0,48 do Palmeiras, segundo o departamento de análise do clube.

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Quando recuperava a bola, o Verdão buscava a referência de Amanda Gutierrez para reter posses curtas e ganhar tempo. A estratégia segurou o ímpeto rival e transformou o relógio no principal aliado palestrino.

Corinthians pressiona, mas esbarra na falta de eficácia

O Timão entrou com linha alta e volantes adiantadas para criar superioridade numérica já no campo ofensivo. A pressão resultou em 11 finalizações, porém só quatro foram na direção da goleira Jully. O gol único saiu de pênalti convertido por Gabi Zanotti aos 5 min da etapa final, insuficiente para reverter o score global.

Momentos-chave:

  • 50’/1ºT — Vic Albuquerque acerta a trave; se converte, reduziria a diferença antes do intervalo.
  • 33’/2ºT — Amanda Gutierrez exige defesa de Lelê, sinalizando que o Palmeiras continuava perigoso em transições.
  • 38’/2ºT — Gol de Espinale anulado por impedimento, esfriando a reação alviverde e mantendo o placar mínimo.

Raio-X da campanha alviverde

Primeira fase: 2ª colocação — 9 vitórias, 3 empates, 2 derrotas (30 pontos)

Semifinal: 3 a 1 no agregado sobre a Ferroviária

Final: 5 a 2 no agregado contra o Corinthians

Média de gols pró: 2,42 por partida

Média de gols contra: 0,71 por partida

Destaques estatísticos individuais:

  • Amanda Gutierrez — 8 gols e 4 assistências (fase final incluída)
  • Pati Maldaner — 89% de aproveitamento nos desarmes, líder da equipe
  • Jully — 6 jogos sem sofrer gols, melhor marca entre as finalistas

O que muda para 2026: calendário, elenco e disputa continental

O título garante ao Palmeiras vaga direta na próxima edição da Supercopa Feminina e mantém o clube como cabeça de chave na Copa Libertadores de 2026. A diretoria já sinaliza renovação de contrato com peças-chave, especialmente com a goleira Jully e a lateral Katrine, visando minimizar perdas para mercados externos — tendência comum após temporadas de destaque no Brasil.

Para o Corinthians, vice-campeão estadual pela segunda vez em três anos, a principal pauta é a eficiência ofensiva. Embora tenha liderado a fase de classificação com 11 vitórias, o time converteu só 12% das chances claras nas duas partidas da final, dez pontos percentuais abaixo da média do torneio. O departamento de futebol planeja ao menos duas contratações para o setor de ataque antes da retomada da Série A1 do Brasileiro.

Com o bicampeonato confirmado, o Palmeiras consolida seu ciclo vitorioso e ajusta o foco em repetir o feito em nível nacional e continental, enquanto o Corinthians buscará respostas no mercado e nos treinamentos para transformar volume de jogo em títulos na temporada que se aproxima.

Com informações de Gazeta Press / ESPN

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