Andreas diz que Palmeiras ‘sente muita falta’ de Abel e dá cutucada sobre suspensão: ‘Não sei se posso falar ou se vou ser punido também’

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São Paulo (SP) – Após a vitória do Palmeiras sobre o Sporting Cristal pela CONMEBOL Libertadores, na noite de 16 de abril de 2026, o meio-campista Andreas Pereira afirmou que o elenco “sente muita falta” do técnico Abel Ferreira, punido pelo STJD com sete jogos de suspensão em competições nacionais.

O que está em jogo na suspensão de Abel Ferreira

Inicialmente condenado a oito partidas de gancho por expulsões diante de Fluminense e São Paulo, Abel teve a pena reduzida para sete jogos após recurso do clube. Já cumpriu três e continuará fora contra Athletico-PR, Red Bull Bragantino e Santos, pelo Brasileirão, além do duelo de volta com a Jacuipense, pela Copa do Brasil.

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A punição vale apenas no cenário doméstico; por isso, o treinador pôde comandar a equipe na Libertadores. Ainda assim, Andreas destacou a diferença sentida no dia a dia: “Ele sempre tenta falar o que a gente tem de fazer, mas é uma experiência diferente sem ele à beira do campo”.

Comando interino: como João Martins mantém o modelo tático

Na ausência de Abel, o auxiliar João Martins assume a área técnica. O desenho tático 4-2-3-1, com “alas” que formam uma saída de três na construção, se mantém, mas a equipe costuma perder a comunicação em tempo real que Abel faz para ajustar a pressão pós-perda e a movimentação dos interiores.

Abel atua como um “maestro” em ajustes finos – mudanças de pressão, troca de lados de ataque e correção de espaçamentos. Sem ele, João se baseia no plano traçado nos treinamentos, porém com menor margem para reações imediatas a cenários de jogo, algo que Andreas insinuou ao dizer “melhor deixar quieto” sobre a ausência.

Raio-X: desempenho do Palmeiras com e sem Abel (2020-2026)

  • Com Abel à beira do gramado: 323 jogos | 193 vitórias | 79 empates | 51 derrotas | 66,3% de aproveitamento.
  • Sem Abel (suspensões ou problemas de saúde): 17 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 70,5% de aproveitamento.
  • Gols marcados com Abel: média de 1,78 por jogo.
  • Gols marcados sem Abel: média de 1,53 por jogo.
  • Gols sofridos com Abel: 0,84 por jogo.
  • Gols sofridos sem Abel: 0,88 por jogo.

Os números mostram que o aproveitamento geral se mantém alto, mas a produção ofensiva cai quando o treinador não está à beira do campo, outro ponto que reforça a fala de Andreas sobre “sentir falta”.

Sequência decisiva: por que cada jogo sem Abel importa

1) Athletico-PR (C) – 19/04, Brasileirão
Duelo direto por posições de topo. O Furacão terminou o último campeonato a quatro pontos do Verdão, fator que pode desgarrar ou encurtar a diferença já na 2ª rodada.

2) Jacuipense (C) – 23/04, Copa do Brasil
Em mata-mata, qualquer oscilação tática ganha peso. Sem Abel, o time precisará de concentração redobrada para evitar surpresa do adversário baiano.

3) Red Bull Bragantino (F) – 26/04, Brasileirão
O Braga costuma pressionar alto e usa transições rápidas – cenários em que o ajuste de Abel no intervalo faz diferença. João Martins terá de antecipar soluções nos treinos.

4) Santos (C) – 03/05, Brasileirão
Clássico regional, foco em gestão emocional. A ausência de Abel no campo e na zona técnica repercute diretamente no controle de ânimos dos atletas.

Impacto futuro: leitura tática e calendário apertado

Com Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil ocorrendo em paralelo, a equipe terá apenas sete dias inteiros livres até o fim da suspensão. O staff precisará gerenciar cargas de treino e manter a troca de informações por videoconferência com Abel para preservar o modelo de jogo.

No longo prazo, a situação testa a maturidade do elenco: se mantiver o alto nível sem o técnico, o Palmeiras ganhará confiança para outras eventualidades – como eventuais suspensões em fases decisivas da Libertadores. Por outro lado, tropeços podem pressionar a diretoria a reforçar o apoio nos bastidores do STJD para evitar novas punições extensas.

Conclusão prospectiva: A fala de Andreas sintetiza o dilema palmeirense – o modelo de jogo está assimilado, mas a liderança presencial de Abel Ferreira continua sendo um diferencial competitivo. A forma como o time responderá nos próximos quatro compromissos nacionais servirá como termômetro para as ambições do Verdão em 2026 e indicará se o “efeito Abel” é tão insubstituível quanto parece.

Com informações de ESPN Brasil

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