OPINIÃO: É difícil gostar de Ceni e Tite fora de São Paulo e Corinthians, mas demitir agora é injusto

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Salvador e Belo Horizonte, 26 de fevereiro de 2026 — A eliminação precoce do Bahia na CONMEBOL Libertadores e a permanência do Cruzeiro na zona de rebaixamento do Brasileirão acenderam o alerta máximo para os trabalhos de Rogério Ceni e Tite. Na última quarta-feira, as arquibancadas de Arena Fonte Nova e Mineirão romperam de vez com os treinadores, cuja demissão passou a ser clamor imediato das torcidas.

Por que a paciência acabou?

Ceni e Tite carregam identidades fortíssimas com São Paulo FC e Corinthians, respectivamente. Fora desses contextos, qualquer tropeço ganha amplificação. A necessidade de performar e vencer rapidamente é maior que a de outros colegas de profissão, o que reduz a margem de erro.

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Raio-X do momento dos clubes

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Bahia

  • Investimento elevado em 2026 reforçou setores chave, mas o time caiu para um adversário de menor expressão logo no primeiro mata-mata continental.
  • O elenco considerado “muito bom” ainda não consolidou padrão de jogo consistente.

Cruzeiro

  • Mesmo com receita recorde após SAF, a equipe não venceu nas últimas rodadas e figura na zona de descenso do campeonato nacional.
  • Desempenho aquém do esperado ofensiva e defensivamente: falta criação e a defesa sofre gols em sequência.

Identificação que pesa contra

Ídolos em outras praças esportivas, Ceni e Tite enfrentam resistência histórica fora de “suas casas”. Esse fator cultural potencializa cobranças e acelera julgamentos, sobretudo quando os resultados não aparecem de imediato.

O impacto do calendário encurtado

A temporada 2026 começou dez dias antes do habitual devido ao ajuste no calendário nacional. Com menos sessões de treinamento entre viagens e jogos, a implementação de ideias táticas ficou prejudicada. O Cruzeiro, por exemplo, disputou partidas a cada 72 horas nas últimas três semanas, reduzindo a possibilidade de ajustes no dia a dia.

Perspectivas para os próximos meses

Se mantidos, Ceni e Tite terão que produzir reações rápidas. Para o Bahia, restam Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro como plataformas de recuperação. Já o Cruzeiro precisa primeiro deixar a zona de rebaixamento para depois mirar competições de mata-mata no segundo semestre. O desafio é equilibrar pressão externa, condicionamento físico e evolução tática em um calendário comprimido.

Conclusão Prospectiva: O futuro imediato de Rogério Ceni e Tite depende de vitórias rápidas que retomem a confiança de arquibancada e diretoria. Caso contrário, a tendência é de ruptura antes mesmo do fim do primeiro trimestre, abrindo espaço para mudanças que podem alterar o rumo da temporada de Bahia e Cruzeiro.

Com informações de ESPN.com.br

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