Paris, 30 de maio de 2026 – Sob o comando de Luis Enrique, o Paris Saint-Germain venceu o Arsenal na final da Champions League 2025/26 e tornou-se bicampeão consecutivo da competição, repetindo o feito que só havia ocorrido dez vezes em mais de 70 anos de torneio.
Por que o feito é tão raro?
Desde o bicampeonato do Milan em 1989/90, somente o Real Madrid (2016–2018) havia conseguido defender o título. O PSG agora entra em um grupo de elite que inclui, entre outros, Ajax (1971–1973) e Bayern de Munique (1974–1976). A repetição da conquista indica não apenas poderio financeiro, mas principalmente continuidade de trabalho e manutenção de uma espinha dorsal técnica e taticamente consolidada.
Estrutura tática mantida entre 2025 e 2026
Luis Enrique repetiu 10 dos 11 titulares das duas finais:
- Goleiros: Gianluigi Donnarumma (2025) e Matvey Safonov (2026)
- Defesa: Achraf Hakimi – Marquinhos – William Pacho – Nuno Mendes
- Meio-campo: Vitinha – João Neves – Fabián Ruiz
- Ataque: Ousmane Dembélé – Désiré Doué – Kvicha Kvaratskhelia
O modelo baseia-se em 4-3-3 móvel. Hakimi e Nuno Mendes garantem profundidade; Vitinha faz a saída curta, Ruiz dá cadência e Neves cobre os espaços. Na frente, o trio troca posições para atrair marcações e liberar Kvaratskhelia para o um contra um – jogada que resultou no gol decisivo contra o Arsenal.
Raio-X de idade e potencial
- Idade média dos titulares da final 2026: 25,3 anos
- Apenas dois jogadores têm 30+ anos: Marquinhos (32) e Ruiz (30)
- Cinco atletas ainda não completaram 25: Doué (20), Neves (21), Nuno Mendes (23), Pacho (24) e Kvaratskhelia (25)
Essa distribuição etária coloca o PSG numa situação pouco comum: peak performance e margem de evolução acontecem ao mesmo tempo. O clube não precisará de grande reformulação imediata, diferentemente do que ocorreu após a era Neymar-Messi-Mbappé.
Profundidade do elenco garante competitividade interna
Para além dos titulares, jogadores como Bradley Barcola (23), Gonçalo Ramos (24) e Warren Zaïre-Emery (20) formam uma segunda linha pronta para rotacionar sem queda brusca de rendimento. Competição por posição mantém o grupo mobilizado, um dos pontos mais citados por Luis Enrique em entrevistas. O treinador renovou o discurso de “a equipe acima do indivíduo”, afastando o risco de acomodação pós-título.
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Ponto de atenção: a vaga de falso 9
Com histórico de lesões, Dembélé disputou apenas 25 jogos como titular na temporada e foi substituído 17 vezes, inclusive na final por cãibras. A diretoria já avalia alternativas para minimizar o risco físico do camisa 10 e aumentar a concorrência de Gonçalo Ramos, considerado até aqui um suplente de impacto moderado.
Impacto futuro: caminho para o tri e para a hegemonia doméstica
O presidente Nasser Al-Khelaïfi sinalizou renovação de contrato com Luis Enrique até 2029, reforçando a prioridade de um projeto de longo prazo. Caso conquiste a Champions 2026/27, o PSG igualará Ajax, Bayern e Real Madrid como únicas equipes tricampeãs em sequência. Em paralelo, a manutenção dessa base jovem projeta domínio na Ligue 1 e facilita a gestão de calendário pesado, sobretudo se a FIFA mantiver o novo formato do Mundial de Clubes.
Com elenco na curva de crescimento e treinador prestes a entrar para o pódio histórico da Champions, o PSG inicia a pré-temporada avaliando ajustes pontuais, principalmente no ataque. Se conseguir equilibrar gestão física e motivacional, o clube tem todos os elementos para transformar o atual bicampeonato em uma dinastia europeia inédita na França.
Com informações de Trivela