Roma, 17 de maio de 2024 – A BBC Sport divulgou nesta semana o ranking dos 10 maiores “one-club men” da história do futebol, atletas que dedicaram toda a carreira profissional a uma única camisa. O primeiro lugar ficou com Francesco Totti, ídolo absoluto da AS Roma, seguido por Paolo Maldini (Milan) e Ryan Giggs (Manchester United). A lista celebra a raridade da lealdade em um cenário cada vez mais dominado por transferências milionárias.
Por que a lealdade virou notícia
A inspiração para o levantamento vem do “One-Club Award”, criado pelo Athletic Club de Bilbao em 2015 para homenagear jogadores devotados integralmente a um só time. A BBC aproveitou o conceito para ordenar, segundo critérios de longevidade, impacto técnico e vínculo com a torcida, os casos mais emblemáticos de fidelidade no futebol mundial.
O Top 10 completo
Confira a ordem divulgada pela BBC:
- Francesco Totti – AS Roma (1993-2017)
- Paolo Maldini – AC Milan (1985-2009)
- Ryan Giggs – Manchester United (1990-2014)
- Tony Adams – Arsenal (1983-2002)
- Carles Puyol – Barcelona (1999-2014)
- Jamie Carragher – Liverpool (1996-2013)
- Matthew Le Tissier – Southampton (1986-2002)
- Giuseppe Bergomi – Internazionale (1980-1999)
- Lev Yashin – Dínamo Moscou (1950-1970)
- Inaki Williams – Athletic Club* (2014-presente)
*único nome ainda em atividade
Raio-X dos finalistas
- Francesco Totti: 786 partidas, 307 gols, 1 Scudetto (2001) – maior artilheiro e recordista de jogos da Roma.
- Paolo Maldini: 902 jogos, 26 títulos oficiais, incluindo 5 Champions League – capitão em três décadas diferentes.
- Ryan Giggs: 963 partidas, 168 gols, 13 Premier Leagues – único atleta a marcar em 23 edições seguidas da liga inglesa.
- Lev Yashin: único goleiro da história a ganhar a Bola de Ouro (1963); 270 clean sheets estimados.
- Inaki Williams: recordista de presenças consecutivas em La Liga (251 jogos seguidos) e mais de 500 atuações pelo Athletic.
Impacto cultural no futebol moderno
Manter-se fiel a um só clube exige desempenho sustentável por 15 a 20 anos, adaptação a múltiplos treinadores e sintonia constante com a torcida. Em ligas altamente globalizadas, a mobilidade de jogadores cresceu 64% na última década (dados FIFA TMS), tornando cada caso de “one-club man” estatisticamente mais improvável.
O que esperar daqui para frente
Entre os nomes citados, Inaki Williams é o próximo candidato a se aposentar como símbolo máximo do Athletic, enquanto outras promessas de lealdade – como Thomas Müller (Bayern) ou Marco Veratti (PSG) – já flertam com saídas. A tendência é que rankings futuros precisem retroceder cada vez mais no tempo ou recorrer a exceções raras para encontrar perfis semelhantes.
Imagem: Internet
Ao destacar Totti no topo, a BBC reforça a ideia de que, em meio à era dos superclubes e dos contratos recordes, a identidade local continua sendo um ativo poderoso para engajar torcidas e preservar a história dos clubes. Fica a expectativa sobre quem conseguirá, nos próximos anos, manter essa chama acesa e conquistar lugar em futuras listas de lendas de um só escudo.
Com informações de BBC Sport