Quem são os maiores volantes da história das Copas? O portal Imortais do Futebol atualizou nesta quinta-feira (14/05/2026) o seu ranking especial “10 Mais das Copas” e elegeu, na prática, 11 jogadores – houve empate na 5ª posição – que marcaram época nos Mundiais da FIFA. A lista vai de Obdulio Varela, líder do Maracanazo de 1950, até N’Golo Kanté, motor da França campeã de 2018, passando por lendas brasileiras como Didi, Gérson e Dunga.
Por que esse ranking importa?
Os Mundiais são o palco máximo para avaliação de legado e grandeza. Volantes, por definição, unem defesa e ataque, influenciam o ritmo de jogo e, muitas vezes, decidem títulos. O levantamento considera:
- Desempenho específico em Copas (títulos, prêmios individuais e impacto tático);
- Número de jogos, gols e participações em edições diferentes;
- Reconhecimento em All-Star Teams, Bolas de Ouro/Prata/Bronze do torneio e feitos históricos.
Raio-X dos eleitos (ordem crescente)
11º – Ardiles (Argentina)
• Copas: 1978, 1982 | Jogos: 11 | Título: 1978
• Ponto-chave: fôlego e passes longos que conectavam ataque e defesa da campeã de Menotti.
10º – Dunga (Brasil)
• Copas: 1990, 1994, 1998 | Jogos: 18 | Título: 1994 | Vice: 1998
• Ponto-chave: capitão do tetra, presença em dois All-Star Teams consecutivos.
9º – Schweinsteiger (Alemanha)
• Copas: 2006, 2010, 2014 | Jogos: 20 | Título: 2014
• Ponto-chave: líder em assistências em 2010; peça-chave do 7 a 1 sobre o Brasil.
8º – Neeskens (Holanda)
• Copas: 1974, 1978 | Jogos: 12 | Gols em Copas: 5 | Vices: 1974, 1978
• Ponto-chave: pulmão do “Carrossel Holandês” com média de 0,42 gol/jogo.
7º – Pirlo (Itália)
• Copas: 2006, 2010, 2014 | Jogos: 11 | Título: 2006
• Ponto-chave: 3 assistências na campanha do tetra italiano; Bola de Bronze em 2006.
6º – Gérson (Brasil)
• Copas: 1966, 1970 | Título: 1970
• Ponto-chave: “Canhotinha de Ouro” comandou o ritmo do esquadrão tricampeão.
Empate na 5ª posição
5º – Falcão (Brasil)
• Copas: 1982, 1986 | Bola de Prata 1982 | Gols em Copas: 3
• Ponto-chave: elegância aliada a gols decisivos, especialmente contra a Itália em 82.
5º – Obdulio Varela (Uruguai)
• Copas: 1950, 1954 | Título: 1950 | Bola de Bronze 1950
• Ponto-chave: liderança psicológica e técnica do Maracanazo.
Imagem: imortaisdofutebol
4º – Xavi (Espanha)
• Copas: 2002-2014 | Jogos: 15 | Título: 2010
• Ponto-chave: 91% de acerto de passe no Mundial da África do Sul.
3º – Didi (Brasil)
• Copas: 1954, 1958, 1962 | Títulos: 1958, 1962 | Bola de Ouro 1958
• Ponto-chave: inventor da “folha seca” e cérebro do primeiro bi mundial do Brasil.
2º – Lothar Matthäus (Alemanha)
• Copas: 1982-1998 | Jogos: 25 (recorde europeu) | Título: 1990
• Ponto-chave: 4 gols e liderança total na campanha alemã de 1990.
1º – Zito (Brasil)
• Copas: 1958, 1962 | Títulos: 1958, 1962
• Ponto-chave: o “gerente” que equilibrava Pelé e Garrincha; autor do gol da virada na final de 1962.
Tendências e impactos futuros
O ranking leva em conta até a Copa de 2022, mas já projeta debates para 2026. Casos como Rodri (Espanha) e Declan Rice (Inglaterra) podem entrar na conversa se confirmarem desempenho de elite no Canadá-EUA-México. Para o Brasil, a expectativa gira em torno de Bruno Guimarães ou André, que buscam sequência de Copas para se aproximar das marcas de Dunga e Zito. Já a França trabalha a transição pós-Kanté com Camavinga e Tchouaméni, potenciais candidatos a futuras listas.
Como o ranking pode influenciar narrativas de 2026?
- Valoriza perfis “box-to-box” por estatísticas completas (desarme + passe + gols);
- Reforça o peso de títulos, sugerindo que seleções com meio-campos dominantes têm maiores chances;
- Serve de termômetro para marketing e prêmios individuais: volantes em evidência atraem mais votos a Golden Ball e TOTW.
Ao destacar nomes históricos e parâmetros objetivos, o levantamento provoca comparações imediatas com a nova geração e direciona o holofote para quem pode, já na próxima Copa, alterar novamente a ordem desses “imortais do círculo central”.
Conclusão: A lista de 2026 consolida a função do volante como posição-chave em conquistas mundiais. O debate agora passa a ser quem, nos próximos quatro anos, terá desempenho suficiente para desbancar lendas estabelecidas como Zito e Matthäus. O ciclo rumo a 2026 já começou, e cada interceptação ou passe vertical pode reescrever a história — e este ranking.
Com informações de Imortais do Futebol