NOVA JERSEY (10.jun.2026) – Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo diante de Marrocos, no próximo sábado (13), às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, o atacante Raphinha afirmou que sente um tratamento “diferente” do torcedor brasileiro em relação ao europeu e garantiu que a principal cobrança que faz é consigo mesmo e com a família.
O que está por trás da diferença de apoio?
Raphinha deixou o Brasil muito cedo, ainda nas categorias de base do Avaí, para construir carreira no Vitória de Guimarães e, depois, ganhar projeção em Sporting, Rennes, Leeds United e Barcelona. Sem rodagem nos gramados nacionais, seu rosto ficou menos familiar ao grande público brasileiro, enquanto a torcida europeia acompanhou de perto sua ascensão meteórica.
“Se tenho de me provar para alguém, é para mim, para meus pais, meus filhos e minha mulher”, disse o camisa 11 ao lado de Carlo Ancelotti no hotel The Ridge, em Nova Jersey.
Raio-X de Raphinha
Números no Barcelona (desde 2022/23):
- 177 jogos
- 75 gols
- 54 assistências
Números na Seleção Brasileira:
- 39 jogos
- 11 gols
- 8 assistências
- 6 partidas sob Ancelotti (2025–26)
Prêmios individuais recentes: Top-3 na corrida pela Bola de Ouro 2024/25, atrás de Lamine Yamal e Ousmane Dembélé.
Função tática no time de Ancelotti
Desde maio de 2025, Ancelotti utiliza um 4-3-3 que se transforma em 3-2-5 com a bola. Raphinha, mesmo alternando entre as duas pontas, tem liberdade para flutuar por dentro e atacar a última linha adversária. Na vitória contra o Egito, começou pela esquerda, trocou de lado no decorrer da partida e manteve a titularidade incontestável, apesar das lesões que o tiraram de seis dos 12 amistosos do ciclo.
Imagem: Rafael Ribeiro
Para a Copa, o treinador ainda avalia onde explorar melhor a velocidade do atacante: aberto na direita para o 1×1 ou à esquerda para diagonais curtas em direção ao centroavante. A definição só virá no treino tático fechado de sexta-feira.
Por que a estreia contra Marrocos é decisiva
O Grupo F ainda tem Haiti (19/6) e Escócia (24/6). Marrocos é, no papel, o adversário de maior organização defensiva, com blocos médios que congestionam o corredor central. Precisão no último passe e amplitude são armas essenciais – atributos que Raphinha entrega com 2,3 passes decisivos por 90 minutos no Barcelona (2025/26).
Impacto futuro: pressão e oportunidade
Se confirmar os números de clube logo na primeira rodada, Raphinha pode converter a desconfiança interna em trunfo psicológico, abrindo caminho para uma classificação antecipada às oitavas e fortalecendo sua candidatura a líder técnico da “nova” Seleção. Em caso de desempenho aquém, o debate sobre sua titularidade ganha força antes mesmo do jogo contra o Haiti.
No cenário de alta exigência de 2026, a diferença de carinho mencionada pelo atacante pode ser transformada em combustível competitivo — mas tudo dependerá da resposta no gramado de East Rutherford.
Com informações de Trivela