Roger reflete sobre ‘hate’ com jeito de falar: ‘Crítica é válida, mas torna quem busca conhecimento em vilão…’

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Quem: Roger Machado, técnico do São Paulo FC. O que: reagiu às críticas sobre o uso de termos técnicos (“tatiquês”) em entrevistas. Quando: 1º de abril de 2026. Onde: Morumbis, em conversa divulgada pela ESPN. Por quê: para esclarecer sua forma de comunicação, defender a busca por conhecimento e ampliar o debate sobre a baixa presença de treinadores negros na elite.

Por que o “tatiquês” gera ruído com a torcida?

Desde o início da carreira, Roger usa expressões como “regra do gatilho da bola rodada para trás” e “cruzamento de quina”. O objetivo é detalhar comportamentos táticos, mas parte da torcida interpreta o vocabulário como “fala difícil”. O treinador reconhece que, saindo do jogo “emotivamente carregado”, nem sempre troca o “chip” para um discurso mais acessível e assume a responsabilidade de ajustar sua comunicação sem perder conteúdo.

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Adaptação sem abrir mão de estudo

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O técnico cita que os mesmos livros que formam profissionais estrangeiros também fazem parte de sua formação. Para ele, o problema não é utilizar nomenclaturas modernas, mas traduzi-las para o público. A reflexão revela um dilema comum no futebol brasileiro pós-2014: conciliar alta especialização com linguagem popular.

A representatividade negra no banco de reservas

Roger lembrou que, na Série A de 2026, somente ele e Jair Ventura (Vitória) são treinadores negros. A desproporção contrasta com o percentual de atletas negros dentro de campo e amplia a necessidade de políticas de acesso a cargos de gestão. O técnico entende seu papel como “manter portas abertas” e defende debate estruturado para aumentar a diversidade.

Raio-X de Roger Machado

Clubes dirigidos: Grêmio (2016), Atlético-MG (2017), Palmeiras (2018), Bahia (2019-2020), Fluminense (2021) e São Paulo (2026).
Títulos principais: Copa do Nordeste 2019 e Campeonato Baiano 2020 (ambos pelo Bahia).
Pontos fortes táticos: jogo apoiado em posse curta, pressão pós-perda e laterais que entram por dentro.
Desafios atuais no SPFC: manter intensidade nos 90 minutos e melhorar a eficácia ofensiva (o Tricolor encerrou o último estadual com média inferior a 1,2 gol por jogo).

Impacto para o Tricolor na temporada 2026

Uma comunicação mais direta pode facilitar o entendimento interno e externo do modelo de jogo, reduzindo ruído em momentos de oscilação de resultados. Além disso, o técnico quer blindar o elenco diante da maratona de competições — Brasileiro e Sul-Americana — evitando que o debate sobre linguagem distraia o foco dos atletas.

Próximos compromissos do São Paulo

  • 01/04 – Internacional (fora) – Campeonato Brasileiro
  • 04/04 – Cruzeiro (casa) – Campeonato Brasileiro
  • 07/04 – Boston River (fora) – CONMEBOL Sul-Americana

Os três jogos em sete dias exigem gestão física e mental. A clareza de mensagens, apontada pelo próprio Roger, será fundamental para a rápida assimilação dos planos de jogo em sequência tão apertada.

Conclusão: Ao reconhecer a necessidade de “trocar o chip” na comunicação, Roger Machado sinaliza evolução fora das quatro linhas, algo tão decisivo quanto ajustes táticos. A forma como o técnico equilibrar linguagem acessível, profundidade analítica e liderança em um ambiente com poucas referências negras tende a impactar diretamente o rendimento do São Paulo nos próximos meses — e a abrir espaço para discussões mais amplas sobre diversidade e especialização no futebol brasileiro.

Com informações de ESPN Brasil

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