Roy Keane: ‘Esse técnico que estará na Copa do Mundo tem a personalidade de um peixe morto’

Anúncios

Quem: Roy Keane, ex-capitão do Manchester United
O quê: classificou Carlos Queiroz, técnico de Gana, como alguém com “personalidade de peixe morto” e questionou seu estilo defensivo
Quando: declaração ao canal ITV, divulgada em 11 de junho de 2026
Onde: cobertura pré-Copa do Mundo de 2026
Por quê: recordação das experiências vividas pelos dois no Manchester United e preocupação com o rendimento ganês no Mundial

O que Roy Keane disse e por que isso importa

Em entrevista à ITV, Roy Keane relembrou a convivência com Carlos Queiroz quando o português era auxiliar de Sir Alex Ferguson. Segundo o irlandês, o atual treinador de Gana “tinha a personalidade de um peixe morto” e, apesar de ser “brilhante” como assistente, gera dúvidas como comandante principal. Keane acredita que uma abordagem excessivamente conservadora pode voltar-se contra a seleção ganesa durante a Copa do Mundo de 2026.

Anúncios

O perfil de Carlos Queiroz em Mundiais

Anúncios

Queiroz alcança seu quinto Mundial consecutivo como técnico — Portugal (2010), Irã (2014, 2018, 2022) e agora Gana (2026). Ao longo das quatro participações anteriores, suas equipes anotaram ao todo 9 gols e sofreram 11 em 15 partidas, média de 0,6 gol marcado e 0,73 sofrido por jogo, reforçando a fama de treinador que prioriza solidez defensiva.

Raio-X da seleção de Gana

Troca de comando: Queiroz substituiu Otto Addo há apenas dois meses.
Últimos 6 jogos: 2 vitórias, 2 empates, 2 derrotas; 6 gols marcados, 7 sofridos.
Ponto forte: linha de zaga com experiência europeia (Salisu, Djiku).
Ponto de atenção: construção ofensiva — a equipe finalizou em média apenas 9,8 vezes por partida no ciclo preparatório.
Destaque individual: Antoine Semenyo, atacante do Bournemouth-ING, responsável por 4 dos últimos 6 gols ganeses.

Como o Grupo L potencializa a preocupação

Gana inicia a campanha em 17 de junho contra o Panamá e depois encara Inglaterra e Croácia. Os dois europeus lideraram suas eliminatórias em gols marcados (Inglaterra, 2,9 por jogo; Croácia, 2,3). Se Queiroz optar pelo bloco baixo clássico, o time precisará de transições rápidas para evitar pressão constante.

Impacto tático projetado

A crítica de Keane destaca um dilema: manter a assinatura defensiva de Queiroz ou abrir mão de parte da segurança em busca de volume ofensivo. Caso o técnico português repita a média histórica de 0,6 gol por jogo, Gana dependerá quase exclusivamente da eficiência de Semenyo e de bolas paradas para avançar. Por outro lado, a equipe sofreu menos de 1 gol em 7 das últimas 10 partidas oficiais, sinal de que o plano pode funcionar se o ataque aproveitar as poucas chances.

Conclusão prospectiva: A fala contundente de Roy Keane reaquece um debate antigo sobre o perfil de Carlos Queiroz. Se o português conseguir equilibrar solidez defensiva e criatividade na frente, Gana pode brigar ponto a ponto por uma vaga nas oitavas. Caso contrário, o “fantasma do peixe morto” citado por Keane tende a ganhar força já na fase de grupos, tema que seguirá no radar até o apito final da Copa.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes