Quem: Santos Futebol Clube (Sereias da Vila)
O quê: Conquista do Campeonato Brasileiro Feminino
Quando: 20 de julho de 2017
Onde: Arena Barueri, Barueri (SP)
Por quê: Vitória sobre o Corinthians no agregado (3 × 0) garantiu o primeiro título nacional da equipe desde a retomada da modalidade em 2015.
O caminho até a taça: consistência ofensiva e defesa sólida
Construído para brigar pelo troféu, o elenco comandado por Caio Couto somou 11 vitórias em 14 partidas na fase de grupos, marcou 28 gols (média de 2,0 por jogo) e sofreu apenas 10. Essa regularidade permitiu que o Santos terminasse a primeira fase como líder do Grupo B e ganhasse vantagem de mando nos mata-matas.
Quartas e semifinais: autoridade contra Audax e Iranduba
Nas quartas, o Peixe eliminou o Osasco Audax com um 3 × 0 na Vila e 0 × 0 fora. Já na semifinal, as Sereias venceram o Iranduba duas vezes — destaque para os 25.371 torcedores na Arena da Amazônia, recorde nacional de público à época. O desempenho manteve a equipe invicta no mata-mata até a decisão.
A final contra o Corinthians: gestão de vantagem e precisão de Sole Jaimes
No primeiro jogo, a estratégia foi aproveitar erros adversários: 2 × 0 com gols de Sole Jaimes e Patrícia Sochor. Na volta, o Corinthians tentou pressão inicial, mas o Santos usou transições rápidas. Aos 16 min, Maria Alves cruzou e Sole concluiu de cabeça: 1 × 0, placar que administrou até o apito final.
Raio-X da campanha campeã
- Aproveitamento geral: 81,5 % (13V, 2E, 2D)
- Gols pró: 32 | Gols contra: 11 | Saldo: +21
- Artilheira: Sole Jaimes – 18 gols (57 % dos tentos no mata-mata)
- Jogadoras-chave: Maurine (capitã e equilíbrio no meio-campo), Ketlen (mobilidade pelos lados), Maria Alves (8 assistências), Dani Neuhaus (75 % de defesas em finalizações no alvo)
- Público recorde: 25.371 torcedores (Arena da Amazônia, semifinal)
Impacto institucional: retorno do investimento justificado
O título serviu como validação do projeto reativado em 2015. Além do troféu, o clube garantiu vaga na Libertadores Feminina, ampliando visibilidade de marca e atraindo patrocinadores dedicados ao time feminino. Internamente, o desempenho acelerou a integração de categorias de base, hoje fonte de 40 % do elenco profissional.
O que mudou no cenário nacional após 2017
A conquista santista reforçou a competitividade da liga e estimulou rivais — como Corinthians e Ferroviária — a aumentarem investimento. Entre 2018 e 2023, o orçamento médio das principais equipes femininas no Brasil cresceu 120 %, segundo dados da CBF. O Santos, por sua vez, manteve presença constante em fases finais, embora não tenha repetido o título nacional desde então.
Imagem: Internet
Próximos passos e lições táticas
O modelo campeão baseou-se em linhas compactas, transição veloz pelos corredores e alta eficiência na bola aérea com Sole Jaimes. Para recuperar protagonismo em 2026, o Santos estuda reforços de profundidade pelos flancos e volta a priorizar finalizações dentro da área — fundamento responsável por 68 % dos gols de 2017, mas apenas 45 % na temporada passada.
Em perspectiva, a temporada de 2017 continua sendo referência de performance coletiva e gestão de elenco para o departamento feminino do Santos. Os indicadores de sucesso daquele ano — conversão ofensiva de 16 % e média inferior a 1 gol sofrido por jogo — formam a métrica interna que o clube persegue para as próximas edições do Brasileirão e da Libertadores. A reedição desse equilíbrio entre ataque e defesa será determinante para que as Sereias voltem a frequentar o topo do futebol sul-americano.
Com informações de Santos Futebol Clube