São Paulo, 20 de abril de 2026 – O presidente Harry Massis avalia a permanência de Roger Machado após a derrota de virada para o Vasco no sábado (18), mas a multa rescisória de aproximadamente R$ 2,1 milhões impede uma decisão imediata; Dorival Júnior é o principal nome cogitado caso ocorra a troca.
Por que a demissão não aconteceu imediatamente?
De acordo com fontes ouvidas pela ESPN, Massis e a alta cúpula tricolor preferiram “esfriar a cabeça” depois do revés em São Januário. Além da postura considerada excessivamente defensiva na segunda etapa, a diretoria esbarrou em dois fatores concretos:
- Multa de R$ 2,1 milhões para romper o vínculo de Roger Machado.
- Pendências financeiras ainda abertas com o ex-treinador Luis Zubeldía, que elevam o passivo do departamento de futebol.
Dirigentes na berlinda
A continuidade de Rui Costa (diretor executivo) e Rafinha (coordenador técnico) também está em discussão. Foram eles que bancaram a chegada de Roger, mesmo diante da forte rejeição de parte da torcida nas redes sociais. Agora, o entendimento interno é de que a dupla precisa sustentar o projeto ou arcar com as consequências.
Dorival Júnior: “sombra” de peso no mercado
Se Roger for desligado, o plano A da diretoria é Dorival Júnior. O treinador ganhou prestígio recente pelos títulos conquistados no Corinthians e pela breve passagem à frente da Seleção Brasileira. Contudo, a valorização implica salário elevado e exigência de um projeto esportivo consistente, pontos que hoje superam a média orçamentária do São Paulo.
Raio-X financeiro e esportivo
- Custo de rescisão de Roger Machado: ~R$ 2,1 milhões.
- Dívidas ainda ativas com Zubeldía: valor não divulgado, mas citado como “pendência relevante”.
- Investimento estimado para nova comissão + eventual executivo: supera a barreira dos R$ 4 milhões imediatos, sem considerar encargos.
- Sequência de jogos decisivos:
- Juventude (C) – 21/04, ida das oitavas da Copa do Brasil
- Mirassol (C) – 25/04, 4ª rodada do Brasileirão
- Millonarios (F) – 28/04, fase de grupos da Sul-Americana
Impacto tático de uma possível troca
Roger Machado prioriza transições rápidas pelo lado, usando quase sempre um 4-2-3-1 que se fecha em duas linhas de quatro sem a bola. Dorival, por sua vez, costuma empregar 4-3-3 com amplitude alta e laterais alternando profundidade, exigindo volantes com boa saída curta. A mudança de metodologia, portanto, traria:
Imagem: Internet
- Readequação do elenco – laterais precisariam sustentar maior volume ofensivo.
- Maior posse de bola – característica das equipes de Dorival, contrastando com o modelo mais reativo de Roger.
- Aproveitamento de jovens – histórico de Dorival no Santos e no próprio São Paulo (passagem de 2017) indica espaço para base.
O que está em jogo contra o Juventude?
Um resultado positivo na partida de ida da Copa do Brasil pode adiar qualquer mudança estrutural e devolver confiança ao grupo. Em caso de tropeço, o cenário político se agrava porque o mata-mata impacta diretamente a previsão de receita – a Copa do Brasil 2026 premia com R$ 3,5 milhões a passagem às quartas.
Conclusão prospectiva: o São Paulo caminha sobre fio tênue entre estabilidade financeira e desempenho esportivo. A decisão sobre Roger Machado pode redefinir não apenas o comando técnico, mas também o organograma do futebol, afetando negociação de atletas e a campanha nas três frentes da temporada. O jogo contra o Juventude, portanto, vale muito mais do que uma simples vantagem na Copa do Brasil: pode ditar o futuro imediato do projeto tricolor.
Com informações de ESPN Brasil