São Paulo, 14 de abril de 2026 – O São Paulo derrotou o O’Higgins por 2 a 0 no Morumbis, manteve os 100% de aproveitamento na CONMEBOL Sul-Americana e assumiu a liderança isolada do Grupo C, mas saiu de campo sob vaias de parte dos quase 20 mil torcedores. Na coletiva, o técnico Roger Machado reconheceu o rendimento aquém do esperado e explicou a lesão do volante Marcos Antônio, substituído ainda no primeiro tempo.
Por que o resultado foi “melhor que a atuação”
O Tricolor abriu o placar logo nos minutos iniciais com Luciano, mas perdeu intensidade e cedeu espaço ao O’Higgins até o intervalo, o que culminou nas manifestações da arquibancada. Roger concordou publicamente com as vaias e destacou que o adversário “criou mais” na etapa inicial, expondo problemas de compactação e transição defensiva do São Paulo.
Lesão de Marcos Antônio: fatalidade ou alerta?
Marcos Antônio deixou o gramado antes do intervalo com dores musculares. Segundo Roger, o meio-campista fora poupado na partida anterior, no Uruguai, e não apresentava sinais de sobrecarga nos testes internos. Ele será reavaliado pelo departamento médico ainda nesta semana.
Raio-X Tricolor na Sul-Americana 2026
- Pontos: 6 (líder isolado do Grupo C)
- Gols marcados: 4 | Gols sofridos: 0
- Posse média: 58% em duas rodadas
- Finalizações cedidas: 22 (média de 11 por jogo)
Impacto tático da possível ausência de Marcos Antônio
Peça-chave na saída de bola – 47 passes certos por jogo e 89% de acerto no estadual – Marcos Antônio equilibra a dupla de volantes ao lado de Pablo Maia. Caso não tenha condições para a sequência, Roger pode optar por:
- Rodrigo Nestor: mais chegada à área, porém menor poder de marcação;
- Galoppo: alternativa de maior imposição física e bola aérea;
- Adiantamento de Alisson: para reforçar a pressão pós-perda, algo apontado como problema no primeiro tempo contra os chilenos.
Sequência congestionada exige gestão de elenco
O São Paulo volta a campo no sábado (18) contra o Vasco, em São Januário, pelo Brasileirão, antes de encarar o Juventude (21/04) pela Copa do Brasil e o Mirassol (25/04) novamente pela liga nacional. Três competições em oito dias colocam à prova a profundidade do elenco e o planejamento de cargas físicas – tema que ganha relevância após a lesão de Marcos Antônio.
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Perspectiva: Mesmo com 100% de aproveitamento continental, a equipe ainda busca consistência ofensiva e equilíbrio sem a bola. A evolução nas próximas partidas, aliada ao monitoramento da situação de Marcos Antônio, indicará se o Tricolor conseguirá sustentar a liderança na Sul-Americana sem comprometer o desempenho nas outras frentes.
Com informações de ESPN.com.br