Como estilo de jogo do Manchester United ‘tira’ espaço de artilheiro do time

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Fato principal: Benjamin Šeško, artilheiro do Manchester United na Premier League 2025/26 com nove gols, acumula apenas duas partidas como titular sob o comando de Michael Carrick, que assumiu o time em 17 de janeiro.

Lead: O centroavante esloveno Benjamin Šeško, contratado por 75 milhões de euros junto ao RB Leipzig para liderar o ataque do Manchester United, marcou cinco vezes nos últimos oito jogos, mas segue preterido na escalação inicial de Michael Carrick, que vem apostando em um quarteto ofensivo de alta mobilidade em Old Trafford.

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Por que o artilheiro não encontra espaço no 11 inicial?

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Desde que Carrick assumiu, o United soma sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, desempenho construído em grande parte por um ataque que troca posições com frequência. Na estrutura mais utilizada, Amad Diallo mantém largura pela direita, Bruno Fernandes parte central, Bryan Mbeumo aparece como “falso 9” e, antes da lesão de Patrick Dorgu, o corredor esquerdo era dele—agora ocupado por Matheus Cunha.

Essa movimentação exige dos três homens de frente (Mbeumo, Bruno e Cunha) constante permuta de funções. Šeško, de 1,95 m e perfil mais fixo—especialista em jogo aéreo e pivô—tem menor capacidade de participar dessas trocas, reduzindo sua utilidade ao modelo atual.

Raio-X estatístico

  • Participação direta em gols de Šeško sob Carrick: 4 (3 gols e 1 assistência).
  • Toques médios por jogo como titular: 20 (24 contra o Newcastle, 16 contra o Crystal Palace).
  • Eficiência: 1 gol a cada 98 minutos na Premier League 2025/26.
  • Desempenho coletivo: United com Carrick – 10 jogos | 7V 2E 1D | 23 pontos de 30 possíveis | média de 2,1 gols marcados/partida.

Contexto da contratação e comparação com Leipzig

No RB Leipzig, Šeško destacou-se em 2024/25 ao marcar 18 gols em competições oficiais, com 0,54 GxG por 90 minutos, números que justificaram o investimento inglês. Entretanto, o Leipzig também utilizava um 9 de referência em sistemas 4-2-2-2 ou 3-4-2-1, nos quais o esloveno recebia cruzamentos constantes. Em Manchester, Carrick aposta no 4-3-3/4-2-3-1 híbrido, privilegiando infiltrações de médios e pontas.

Impacto tático nos companheiros

Bruno Fernandes é o maior beneficiado: com liberdade, executa em média 66 passes por jogo (aumento de 18% em relação à era Rúben Amorim) e se aproxima da área sem a necessidade de um 9 estático bloqueando corredores internos. Mbeumo, por sua vez, transforma-se de ponta em finalizador em segundos, atraindo zagueiros e abrindo espaço para infiltrações de Cunha.

O que muda com Šeško em campo?

Quando Šeško entra, a equipe passa a buscar mais cruzamentos e bolas longas. Nos 15 minutos finais, o United executa 28% de seus lançamentos—maior percentual do jogo—indicando ajuste pragmático para explorar o jogo aéreo do esloveno contra defesas cansadas.

Próximos passos: Leeds como teste-chave

As prévias indicam Šeško como titular contra o Leeds (13/05), com Mbeumo recuando para a ponta direita. Caso confirme rendimento consistente desde o início, o camisa 30 pode obrigar Carrick a rever o equilíbrio entre mobilidade e presença física. Será ainda uma oportunidade de observar se o treinador flexibilizará o sistema para alternar entre fluidez e referência, recurso útil em cenários de bloco baixo adversário—tendência comum na reta final da Premier League.

Conclusão prospectiva: Enquanto o Manchester United mantiver alto volume de vitórias com ataque fluido, Šeško continuará como trunfo de segundo tempo. A partida diante do Leeds revela-se decisiva para medir sua adaptação e, consequentemente, definir se Carrick passará a trabalhar variações táticas que acomodem tanto mobilidade quanto o poder aéreo do artilheiro esloveno.

Com informações de Trivela

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