Quem: a cantora colombiana Shakira, com participação do nigeriano Burna Boy.
O quê: lançamento de “Dai Dai”, música oficial da Copa do Mundo de 2026.
Quando: faixa apresentada em 22 de maio de 2026, a pouco mais de um mês da abertura do torneio.
Onde: clipe gravado no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, escolhido como cenário simbólico.
Por quê: a FIFA aposta novamente em Shakira após o sucesso histórico de “Waka Waka” (2010) para conectar torcedores de diferentes culturas e reforçar o marketing do evento.
Por que Shakira retorna como voz principal do Mundial
Em 2010, “Waka Waka” atingiu a marca de 4,6 bilhões de visualizações no YouTube e chegou ao 38.º lugar da Billboard Hot 100 – o desempenho mais alto de uma canção criada para uma Copa do Mundo até hoje. O engajamento digital gerado pela artista foi decisivo para a FIFA escolher Shakira novamente. A expectativa é repetir a fórmula de alcance global, desta vez com o reforço de Burna Boy, um dos nomes de maior projeção do Afrobeats.
Diversidade norte-americana em “Lighter” e presença brasileira em “Goal”
Além de “Dai Dai”, o álbum da Copa 2026 trará faixas pensadas para representar os três países-sede:
- “Lighter” – colaboração entre Jelly Roll (EUA), Carín León (México) e o produtor canadense Cirkut, misturando country e regional mexicano.
- “Goal” – de Anitta com participação de Lisa (BLACKPINK) e Rema, que levará funk carioca, K-pop e Afrobeats para a cerimônia de abertura em Los Angeles, em 12 de junho.
- “Por Ella” – parceria de Belinda & Los Ángeles Azules, produzida por Tainy, mesclando pop contemporâneo e cumbia.
O objetivo declarado pela entidade é que cada canção reflita a identidade cultural dos 48 participantes e dos anfitriões norte-americanos.
Raio-X das trilhas sonoras de Copas anteriores
Desempenho em plataformas:
- “Waka Waka” (2010) – 4,6 bi de views no YouTube; +1,9 bi de streams no Spotify.
- “We Are One” (2014) – 1,1 bi de views; 610 mi de streams.
- “Live It Up” (2018) – 410 mi de views; 250 mi de streams.
- “Hayya Hayya” (2022) – 370 mi de views; 230 mi de streams.
Tendência: cada Mundial amplia a integração de ritmos regionais para atingir nichos de audiência distintos, estratégia alinhada ao crescimento de mercados de streaming fora da Europa e dos EUA.
Imagem: Zuma
Impacto comercial e de engajamento esperado em 2026
A combinação de artistas de continentes diferentes gera multiplataformidade: Shakira mobiliza a audiência latino-americana e europeia; Burna Boy amplifica o alcance africano; Jelly Roll e Carín León dialogam com torcedores dos anfitriões e do mercado hispânico nos EUA; Anitta e Lisa conectam Brasil e Sudeste Asiático. Esse mosaico sonoro deve impulsionar:
- aumento de buscas orgânicas sobre a Copa antes mesmo do pontapé inicial;
- maior número de streams, impactando receitas de direitos autorais e patrocínios;
- promoções cruzadas com marcas de fones de ouvido, plataformas de áudio e redes sociais de vídeo curto.
O que vem a seguir
A FIFA ainda não divulgou a data oficial de lançamento do álbum completo, mas a tendência é que novas faixas saiam em ondas até a abertura. Nos bastidores, gravadoras e patrocinadores monitoram métricas de pré-save nas plataformas digitais para ajustar campanhas regionais. Para os torcedores, a trilha sonora funcionará como termômetro emocional que antecede os 104 jogos do torneio, marcando o início de uma Copa que, fora de campo, já se mostra tão plural quanto dentro das quatro linhas.
Com informações de Trivela