Madrid, 15/05/2026 — A possível saída de Julián Álvarez, alvo de Arsenal, Barcelona e Paris Saint-Germain, obriga o Atlético de Madrid a acelerar a busca por um novo camisa 9 antes da abertura da janela de verão europeia. O departamento de futebol trabalha com três perfis distintos — Lautaro Martínez, Victor Osimhen e Gonçalo Ramos —, todos capazes de suprir lacunas específicas no sistema de Diego Simeone.
Por que a perda de Julián mudaria o Atlético
Desde que chegou ao Metropolitano, Julián Álvarez se tornou peça central do 4-4-2 de Simeone. Além dos 20 gols que o colocam como artilheiro colchonero ao lado de Alexander Sørloth, o argentino responde por 0,29 xG assistidos por jogo, liderando o time em passes-chave no terço final. Sua saída abre duas frentes de preocupação:
- Produção ofensiva: 33% dos gols do Atleti na La Liga 2025/26 passam pelos pés de Julián, seja finalizando ou assistindo.
- Pressão pós-perda: o argentino é o segundo atacante que mais recupera bolas no campo adversário (6,1 por 90 min), elemento-chave na identidade defensiva de Simeone.
Perfil 1 — Lautaro Martínez: versatilidade com faro de gol
Artilheiro da Serie A 2024/25, Lautaro chega a 147 gols em 332 jogos pela Inter de Milão (média de 0,44). Acostumado a atuar ao lado de centroavantes de estilos diferentes — Lukaku (pivô), Džeko (facilitador) e Thuram (profundidade) —, o argentino pode:
- Assumir o papel de terminal das jogadas, liberando Sørloth para a função de pivô.
- Manter a pressão alta: registra 5,8 recuperações no terço ofensivo por 90 min na temporada 25/26.
O ajuste tático seria mínimo, mas o investimento elevado: a Inter estipula multa próxima de €110 mi.
Perfil 2 — Victor Osimhen: potência e profundidade nos contra-ataques
Depois de quatro anos de alto nível no Napoli (76 gols/133 jogos, 0,57 por partida), o nigeriano repetiu a dose no Galatasaray: 59 gols em 74 apresentações. Ponto forte:
- Ataque à profundidade: 9,2 corridas de alta velocidade por jogo, estatística que pode potencializar transições com Ademola Lookman.
- Bola aérea: 0,46 gols de cabeça/90 min, área ainda carente no ataque colchonero.
Desafio: participação reduzida na criação (apenas 9 passes no terço final a cada 90 min), exigindo mais protagonismo dos meias internos Koke e De Paul.
Perfil 3 — Gonçalo Ramos: apoio entrelinhas e jogo associativo
No PSG, Ramos soma 25 participações diretas em gol (17 gols + 8 assistências) em 1.935 minutos — média de 1 ação decisiva a cada 77 min. Características:
Imagem: IMAGO
- Facilitador: 14% dos passes dele quebram linhas, ligando com pontas agudos como Lookman.
- Mobilidade: registra 2,7 passes recebidos fora da área por 90 min — superior a Lautaro (2,1) e Osimhen (1,4).
Por já estar no banco em Paris, o custo tende a ser menor (estimado em €50 mi), mas a sobreposição com Sørloth pode exigir saídas no elenco.
Raio-X comparativo dos candidatos
Gols/90 min 25/26: Lautaro 0,60 | Osimhen 0,64 | Ramos 0,55
Pressões bem-sucedidas/90 min: Lautaro 14,3 | Osimhen 11,8 | Ramos 13,5
Participação em passes-chave/90 min: Lautaro 1,4 | Osimhen 0,7 | Ramos 1,9
Próximos passos de mercado e calendário colchonero
A direção rojiblanca trabalha com a meta de fechar um acordo antes da pré-temporada, em 1.º de julho, para que o substituto participe do tour de amistosos na Ásia. O Atlético estreia na Champions em 18 de agosto; sem definição até lá, Simeone corre o risco de iniciar o torneio com Sørloth como único 9 de ofício.
Impacto futuro: a decisão sobre quem herda a camisa 19 determinará o modelo ofensivo do Atlético 2026/27. Um acerto com Lautaro mantém a atual mecânica de pressão; Osimhen indicaria equipe mais vertical, enquanto Ramos sugeriria maior circulação e construção apoiada. O desfecho dessa novela guiará o restante das contratações colchoneras e pode redesenhar a luta por vagas na próxima edição da La Liga.
Com informações de Trivela