Meia da França: ‘Jogar contra Vinicius Jr é muito complicado. Brasil é um dos favoritos à Copa’

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Quem: Aurélien Tchouaméni, meio-campista da França e do Real Madrid
O quê: declarou que enfrentar Vinicius Jr. é “muito complicado” e listou o Brasil entre os favoritos ao título mundial
Quando: 27 de março de 2026, logo após o amistoso França 2×1 Brasil
Onde: zona mista do Groupama Stadium, em Lyon (FRA)
Por quê: reação à atuação do companheiro de clube que, mesmo discreto no jogo, segue como principal referência ofensiva da Seleção comandada por Carlo Ancelotti

O que disse Tchouaméni — e por que vale atenção

Em entrevista pós-jogo, Tchouaméni foi direto: “Tenho a oportunidade de jogar ao lado dele, mas jogar contra o Vini é muito complicado. O Brasil é um dos favoritos”. O reconhecimento não parte apenas de um colega de clube, mas de um dos pilares da atual vice-campeã mundial. O francês reforça dois pontos estratégicos:

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  • Marcação prioritária em Vinicius Jr. — adversários já o tratam como ponto de pressão;
  • Status competitivo da Seleção — apesar da derrota, o Brasil mantém alta cotação entre rivais europeus para 2026.

Desempenho de Vinicius Jr. contra a França

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Mesmo usando a camisa 10 na ausência de Neymar, o atacante não repetiu o nível apresentado no Real Madrid. Segundo o SofaScore:

  • 2 finalizações (0 no alvo)
  • 1 grande chance desperdiçada
  • 1 impedimento
  • 18 perdas de posse

O desenho tático de Ancelotti — quatro atacantes e amplitude pelos lados — deu liberdade a Vini, mas a França blindou o corredor esquerdo com dobradinhas Koundé/Dembélé, forçando o brasileiro a circular pelo centro, onde se sentiu menos confortável.

Raio-X: Seleção Brasileira sob Carlo Ancelotti

Saldo desde julho/2025:

  • 10 jogos: 5 vitórias, 3 empates, 2 derrotas
  • Média de 1,7 gol marcado e 1,0 sofrido por partida
  • Utilização de 26 atletas diferentes, com 4 estreias

Números de Vinicius Jr. pela Seleção: 46 partidas, 8 gols, 7 assistências — produção que sustenta questionamentos sobre sua efetividade em comparação ao desempenho de clubes (0,55 G+A por jogo na Seleção contra 0,87 no Real Madrid em 2025/26).

Impacto para a Copa do Mundo 2026

O amistoso expôs duas frentes que a comissão técnica brasileira precisará ajustar antes do torneio na América do Norte:

  1. Transição defensiva: o primeiro gol francês nasce de perda de bola de Casemiro e espaçamento entre linhas — problema reincidente que custou a eliminação para a Croácia em 2022.
  2. Circulação ofensiva: com superioridade numérica após a expulsão de Upamecano, o Brasil produziu apenas 0,6 xG no segundo tempo. A seleção cria volume, mas ainda converte pouco.

Para Vinicius Jr., o elogio de Tchouaméni reforça a necessidade de multiplicar zonas de ação: ao atrair marcas duplas, o ponta pode liberar diagonais para Rodrygo ou infiltrações de Paquetá. A comissão ensaia até mesmo inverter o lado de Vini em momentos de pressão para quebrar a previsibilidade.

Próximo teste: Brasil x Croácia

Na terça-feira (31/03), em Zagreb, o Brasil encara a Croácia — algoz nas quartas de 2022. Além do componente emocional, o duelo tem peso tático:

  • Pressão alta croata desafia a saída de três com Marquinhos recuado;
  • Meio congestionado medirá a capacidade de Vini flutuar por dentro contra blocos compactos;
  • Rodagem do elenco: há expectativa de minutos para Endrick, testando alternativa de profundidade vertical.

Conclusão prospectiva: O respeito público de Tchouaméni sublinha que, mesmo em derrota, a Seleção conserva aura de candidata ao hexa. Resta a Ancelotti transformar reconhecimento em consistência, aprimorando a ocupação do último terço e a transição defensiva. A performance diante da Croácia oferecerá nova métrica de evolução antes da convocação final para a Copa de 2026.

Com informações de Trivela

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