São Paulo (09/06/2026) – O comentarista Carlos Guimarães, do programa “Os Donos da Bola” (Band), defendeu nesta terça-feira que Weverton, atualmente no Grêmio, assuma a camisa 1 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, superando o titular Alisson, do Liverpool. Segundo o jornalista, o momento de confiança transmitido pelo goleiro gremista é superior e deveria pesar na escolha do técnico Carlo Ancelotti para a estreia contra Marrocos, dia 13, pelo Grupo C.
O critério da confiança no gol brasileiro
Para Carlos Guimarães, a decisão entre Weverton e Alisson vai além de currículo ou idade – passa pela segurança percebida por companheiros e torcedores. O comentarista citou a série de defesas decisivas do arqueiro tricolor no Brasileirão como fator que “mantém o Grêmio fora da zona de rebaixamento” e argumentou que essa solidez psicológica é indispensável em torneios de tiro curto, como a Copa.
Histórico recente dos candidatos à meta verde-amarela
Weverton (34 anos) trocou o Palmeiras pelo Grêmio no início de 2026 após sete temporadas de alto nível no Allianz Parque – onde conquistou Libertadores (2020, 2021) e Brasileirão (2022). Pela Seleção, soma 16 convocações e esteve nos grupos da Copa América 2021 e da Copa do Mundo 2022.
Alisson (33 anos) é o titular desde 2016, campeão da Copa América 2019 e finalista em 2021. No Liverpool desde 2018, acumula Premier League (2020), Champions League (2019) e eleito melhor goleiro da FIFA em 2019. Mesmo em fase de transição do clube inglês, mantém regularidade de jogos na elite europeia.
Raio-X estatístico: desempenho em 2026*
- Weverton – 13 partidas pelo Grêmio no Brasileirão 2026, média de 4,2 defesas por jogo e 5 clean sheets.
- Alisson – 11 partidas pelo Liverpool na reta final da temporada 2025/26, média de 3,5 defesas por jogo e 4 clean sheets.
- A Seleção sofreu apenas 3 gols nos dois últimos amistosos, mas todos enquanto Alisson estava em campo; Weverton não foi vazado nos 45 minutos que disputou contra o Egito.
*Dados compilados de Footstats e Opta até 08/06/2026.
O que Ancelotti ganha (ou perde) com a troca na meta
• Cobertura aérea: Weverton é reconhecido pelo ataque à bola em cruzamentos, característica relevante contra Marrocos, seleção forte na bola parada.
• Saída de bola curta: Alisson tem maior precisão nos passes curtos (acima de 90% desde 2020), alinhando-se ao modelo de construção apoiada que Ancelotti implantou nos amistosos.
• Experiência em decisões: Alisson já viveu duas Copas como titular; trocar de goleiro às vésperas da estreia carrega risco de gestão de grupo.
Imagem: Rafael Ribeiro
Próximos capítulos: decisão se afunila antes da estreia
O último treino tático, marcado para a véspera do duelo com Marrocos, deverá revelar o veredito de Carlo Ancelotti. Caso opte por Weverton, o treinador sinalizará que o “momento” pode suplantar a hierarquia histórica dentro da Seleção – e abrirá uma disputa franca para o restante do torneio. Se mantiver Alisson, a pressão da opinião pública ficará latente e qualquer falha será ampliada. De uma forma ou de outra, a baliza brasileira entrou no centro do debate técnico a quatro dias do início da Copa.
Conclusão prospectiva: A discussão Weverton x Alisson deixa claro que a Seleção chega ao Mundial com, ao menos, uma posição ainda em aberto. O rendimento diante de Marrocos poderá consolidar a titularidade de um dos goleiros ou reaquecer a controvérsia antes dos duelos contra Haiti e Escócia, temas que devem dominar o noticiário nas próximas semanas.
Com informações de Portal do Gremista