Rio de Janeiro, 1º de abril de 2026 — A ESPN e o Disney+ anunciaram que o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira, Zico, será comentarista convidado na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Em entrevista de apresentação, o “Galinho” afirmou que Brasil, França, Espanha e demais postulantes estão “na mesma prateleira” de favoritismo, sem uma equipe claramente à frente das demais.
Por que Zico é um reforço estratégico para a cobertura da ESPN?
Com três participações como jogador em Copas (1978, 1982 e 1986) e uma experiência como membro da comissão técnica do Japão em 2006, Zico soma quatro Mundiais vividos de dentro do campo ou do banco. Essa bagagem proporciona leitura de jogo em tempo real e contextualização histórica — um diferencial que a ESPN busca para competir por audiência em TV, streaming e plataformas digitais.
Favoritismo nivelado: a leitura de Zico
Questionado sobre quem chega como favorito, o ex-meia foi categórico: “Ninguém está na primeira prateleira”. Ele citou França e Espanha como seleções fortes, mas lembrou que a Argentina de 2022, mesmo campeã, perdeu na estreia para a Arábia Saudita. O argumento reflete dois pontos concretos:
- Equilíbrio competitivo: As últimas três Copas tiveram campeões de continentes diferentes (Alemanha 2014, França 2018, Argentina 2022), sinalizando rotatividade no topo.
- Expansão do torneio: Com 48 seleções em 2026, a fase de grupos tende a ter mais surpresas, aumentando a margem para zebras.
Raio-X estatístico dos principais candidatos
Brasil: maior vencedor da história (5 títulos), mas sem taça desde 2002. Tomou 31 gols em fases eliminatórias nas últimas cinco edições, média de 1,29 por jogo.
França: atual vice-campeã, semifinalista em 3 das últimas 4 Copas. Média de 2,1 gols marcados por partida em 2018 e 2022.
Espanha: venceu em 2010, porém ficou nas oitavas ou antes nas três Copas seguintes. Possui a maior posse de bola média de 2022 (65%).
Argentina: campeã em 2022. Messi deve chegar ao torneio com 38 anos; participação ainda incerta, mas a AFA trabalha para tê-lo como líder técnico.
Imagem: Internet
Como a visão de Zico dialoga com a Seleção de 2026
A análise de equilíbrio encontra eco nos números brasileiros pós-Qatar. Em 22 jogos oficiais desde 2023, o Brasil marcou 46 vezes (média 2,09) e sofreu 17 (0,77). Entretanto, contra seleções do top-10 do ranking FIFA, o aproveitamento caiu para 48%. Isso corrobora a tese de que o time ainda não se distanciou dos concorrentes.
Impacto futuro: o que esperar na fase de preparação
Com Zico inserido na grade diária de programas como Linha de Passe e Futebol no Mundo, a ESPN tende a oferecer leituras táticas aprofundadas em tempo real, algo valorizado pelo algoritmo do Google Discover. Para a Seleção, o recado do ex-camisa 10 soa como alerta: ajustes finos em transição defensiva e criação de volume no terço final serão decisivos para furar rivais de mesmo nível.
No horizonte imediato, amistosos de junho contra Colômbia e Holanda servirão de termômetro. Se o Brasil demonstrar evolução nos pontos citados por Zico, poderá, aí sim, aspirar a subir de prateleira antes do pontapé inicial em solo norte-americano.
Com informações de ESPN Brasil