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    Fluminense contratou 29 jogadores após vencer a Libertadores em 2023; relembre os nomes – Fluminense: Últimas notícias, vídeos, onde assistir e próximos jogos

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    Rio de Janeiro (RJ) – Desde que levantou a taça da Conmebol Libertadores em 4 de novembro de 2023, o Fluminense adicionou 29 jogadores ao elenco principal. Passados dois anos, nove atletas já deixaram o clube, um está emprestado e 19 permanecem à disposição do técnico Fernando Diniz, evidenciando uma intensa movimentação no mercado em busca de competitividade contínua.

    Por que o Fluminense foi tão ativo no mercado

    O título continental abriu caminhos financeiros – premiação superior a US$ 18 milhões e aumento de receitas de bilheteria e patrocínios – mas também elevou a exigência esportiva. Nas últimas três janelas (dez/23, abr/24 e jan/25), a diretoria buscou:

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    • Rejuvenescer o plantel após a temporada mais longa da história do clube (78 partidas em 2023);
    • Aumentar profundidade para disputar simultaneamente Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil;
    • Preparar a transição para uma futura SAF, montando ativos de revenda em idades mais baixas.

    Raio-X das 29 contratações

    Distribuição por posição:

    • Goleiros: 2 (Felipe Alves*, Marcelo Pitaluga)
    • Zagueiros: 5 (Antônio Carlos*, Thiago Silva, Ignácio, Freytes, Igor Rabello)
    • Laterais: 2 (Gabriel Fuentes, Renê)
    • Volantes: 6 (Gabriel Pires*, Nonato, Bernal, Victor Hugo*, Hércules, Otávio)
    • Meias: 4 (Renato Augusto*, Terans**, Lezcano, Lucho Acosta)
    • Atacantes: 10 (Douglas Costa*, Lucumí*, Marquinhos*, Kevin Serna, Lavega, Canobbio, Everaldo, Paulo Baya*, Soteldo, Santi Moreno)

    *já deixou o clube | **emprestado

    Rotatividade elevada: quem saiu em menos de dois anos

    Nove reforços rescindiram ou foram negociados antes de completar uma temporada completa. As causas variaram entre baixo rendimento (Jan Lucumí), lesões crônicas (Douglas Costa) e oportunidade de mercado (Renato Augusto para os EUA). O índice de 31% de saídas em curto prazo supera a média histórica do clube (aprox. 22% nos últimos cinco anos), apontando certo descompasso entre planejamento e adaptação dos atletas.

    Impacto técnico e tático no time de Fernando Diniz

    1. Defesa – A chegada de Thiago Silva, Igor Rabello e Renê sinaliza ajuste de estatura e robustez: o Flu sofreu 46 gols no Brasileirão 2024, nove a mais que no ano do título, e precisava reduzir vulnerabilidade em bolas aéreas (foram 12 gols sofridos dessa forma, segundo o Espião Estadão).

    2. Meio-campo – Lucho Acosta e Nonato ampliam a capacidade de circulação curta e infiltração, peças-chave no modelo posicional de Diniz, que executa 590 passes por jogo em média (3.º melhor da Série A 2024).

    3. Ataque – Soteldo, Canobbio e Santi Moreno oferecem amplitude e 1×1; o trio soma 2,8 dribles certos por 90 min em 2025 (Dados Opta), suprindo a carência evidenciada após a saída de Arias.

    O que diz a folha salarial e a discussão sobre SAF

    Mesmo com saídas, a folha do futebol passou de R$ 14,5 mi para R$ 18 mi mensais em 24 meses (estimativa baseada em balanço 2024 e aditivos). O salto pressiona o fluxo de caixa e reforça a pauta da transformação em SAF, que terá votação decisiva no Conselho Deliberativo em agosto. Investidores consultados consideram o elenco “inflado”, argumento que pode influenciar modelos de corte de custos em 2026.

    Próximos passos: janela de julho e calendário decisivo

    Com Libertadores 2025 batendo à porta e quartas de final da Copa do Brasil já garantidas, o Flu avalia liberar um estrangeiro para abrir vaga no limite de oito inscritos da CBF. A diretoria também monitora laterais destros, setor sem reforços desde a saída de Samuel Xavier. A janela que se abre em 10 de julho tende a ser mais cirúrgica, mas a permanência de nomes cobiçados – como Soteldo – será prioridade para manter competitividade.

    Conclusão – As 29 contratações pós-título mostram um Fluminense ambicioso, porém ainda em busca de equilíbrio entre volume de reforços e encaixe técnico. O desempenho nas próximas competições e a aprovação (ou não) da SAF indicarão se a estratégia atual será mantida ou revista. A próxima janela, em menos de um mês, promete ser o termômetro definitivo dessa política de mercado.

    Com informações de NetFlu

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