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    Brasil sobe duas posições em ranking da Fifa e será cabeça de chave na Copa do Mundo; veja os potes do sorteio

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    Washington (DC), 19 de novembro de 2025 — A FIFA atualizou nesta quarta-feira (19) o ranking mundial de seleções e confirmou o Brasil como cabeça de chave para a Copa do Mundo de 2026. Com a nova pontuação de 1 760,46, a equipe de Fernando Diniz subiu duas posições, passou a ocupar o 5º lugar e entrou no seleto grupo de nove seleções que se juntarão aos três países-sede (Estados Unidos, México e Canadá) no Pote 1 do sorteio que ocorrerá em 5 de dezembro no Kennedy Center, em Washington.

    O que muda com o Brasil no Pote 1?

    Estar no Pote 1 impede que o Brasil enfrente, já na fase de grupos, outras potências como Espanha, Argentina ou França. Na prática, a Seleção reduz o risco de cair em uma “chave da morte” e, estatisticamente, aumenta a probabilidade de avançar em primeiro lugar — posição que costuma proporcionar cruzamentos teoricamente menos complexos nas oitavas.

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    Raio-X do novo Top 10 da FIFA

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    O ranking de novembro reflete os resultados das Eliminatórias e amistosos de data-FIFA disputados em 2025. Veja a fotografia atual:

    • 1º Espanha — 1 877,18 pts
    • 2º Argentina — 1 873,33 pts
    • 3º França — 1 870,00 pts
    • 4º Inglaterra — 1 834,12 pts
    • 5º Brasil — 1 760,46 pts
    • 6º Portugal — 1 760,38 pts
    • 7º Holanda — 1 756,27 pts
    • 8º Bélgica — 1 730,71 pts
    • 9º Alemanha — 1 724,15 pts
    • 10º Croácia — 1 716,88 pts

    A diferença mínima de 0,08 ponto entre Brasil e Portugal evidencia o quão sensível é o sistema de pontuação. Um simples empate ou vitória em amistoso de alto peso pode alterar a ordem dos potes até a data limite do ranking que será usado no sorteio (a FIFA não prevê nova janela antes de 5 de dezembro).

    Distribuição dos potes para o sorteio de 2026

    Cada pote reúne 12 seleções — novidade do novo formato com 48 participantes. A separação é completamente baseada no ranking, exceto pelo lugar assegurado aos países-sede.

    Pote 1: México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.

    Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Senegal, Japão, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria e Austrália.

    Pote 3: Noruega, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Costa do Marfim, Tunísia, Catar, Uzbequistão, Arábia Saudita, África do Sul e Panamá.

    Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Nova Zelândia, Haiti, Curaçao, Repescagem Uefa 1, Repescagem Uefa 2, Repescagem Uefa 3, Repescagem Uefa 4, Repescagem Mundial 1 e Repescagem Mundial 2.

    Caminho até 2026: projeção de adversários e impacto esportivo

    Nos últimos dois Mundiais, 75 % das seleções que se classificaram em primeiro nos grupos eram cabeças de chave — um indicativo estatístico de vantagem. Para o Brasil, a presença no Pote 1 também concede maior margem para planejamento logístico, já que é a FIFA quem distribui as sedes dos jogos de acordo com cada grupo.

    O calendário prevê fase de grupos de 11 a 27 de junho e início do mata-mata já em 29 de junho. Caso confirme o favoritismo na primeira fase, a Seleção pode ter até um dia extra de descanso em relação a equipes que avancem em 2º lugar, fator que historicamente influencia índices de recuperação física e redução de lesões.

    Com a confirmação no Pote 1, o Brasil passa a focar os dois amistosos de março de 2026 para ajustes finos de modelo de jogo, mas sem a pressão de ter que somar pontos para o ranking. O sorteio de 5 de dezembro trará o desenho definitivo do caminho brasileiro no Mundial, determinando não apenas os adversários, mas também as distâncias de deslocamento entre as sedes e o intervalo de descanso entre jogos.

    Com informações de ESPN.com.br

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