Manchester City 0x2 Bayer Leverkusen — Em partida da fase de grupos da Champions League disputada no Etihad Stadium, um Manchester City com 10 mudanças em relação ao jogo anterior foi superado pelo Leverkusen. O atacante Omar Marmoush, que pouco produziu ofensivamente, chegou a pedir mais apoio ao setor Sul da arquibancada, mas o gesto acabou simbolizando a noite sem reação da equipe de Pep Guardiola.
Por que Guardiola poupou e como a aposta saiu cara
Desde que chegou ao clube, Pep Guardiola construiu sua reputação europeia escalando formações fortes em todas as competições. Desta vez, porém, o técnico trocou 10 titulares em relação ao compromisso pela Premier League contra o Newcastle. A formação incluía seis atletas que não vinham iniciando nos últimos cinco jogos de Premier League ou Champions, destacando-se Marmoush, que soma apenas um gol na temporada (na Copa da Liga, contra o Swansea).
O objetivo declarado de Guardiola — dar minutos ao elenco e mostrar profundidade — não se concretizou: sem ritmo coletivo e com pouca criatividade, o City terminou o primeiro tempo em desvantagem. As entradas de Jeremy Doku, Phil Foden e Nico O’Reilly no intervalo não estancaram o problema e, em apenas 10 minutos, Patrik Schick ampliou para 2×0.
Raio-X da partida
- Escalação inicial do City: apenas dois jogadores mantidos em relação à última rodada da Premier League.
- Substituições chave: Doku, Foden e O’Reilly entraram no intervalo; Haaland e Rayan Cherki foram acionados aos 60 minutos.
- Momento crucial: gol de Patrik Schick aos 55’, logo após o City mexer, consolidando o 2×0.
- Marmoush na temporada: 1 gol em 2023/24, nenhum na Champions; dificuldade para finalizar novamente evidenciada.
- Sequência negativa: primeira vez desde agosto que o City soma duas derrotas consecutivas.
O que a derrota muda na campanha do City
Com o revés, o Manchester City desperdiça a chance de praticamente selar a classificação antecipada para as oitavas — a vitória o deixaria com margem segura sobre o Real Madrid antes da visita ao Bernabéu. Agora, a equipe pode precisar pontuar na Espanha para evitar depender de terceiros e corre o risco de terminar apenas em segundo na chave, o que altera o pote de sorteio no mata-mata.
Próximos compromissos e o desafio de reagir
O elenco volta a campo no sábado, novamente no Etihad, diante do Leeds United pela Premier League. A distância para o líder Arsenal já preocupa, e um novo tropeço pode ampliar a pressão. Guardiola terá de decidir se recupera a base titular — que vinha em boa sequência — ou se insiste na rotação para administrar o desgaste físico em meio ao calendário apertado de dezembro.
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No curto prazo, o City precisa reequilibrar a confiança ofensiva: sem Kevin De Bruyne e com Haaland entrando só na segunda etapa, o time finalizou pouco e não converteu chances claras. Já defensivamente, a facilidade com que o Leverkusen encontrou espaços escancara a diferença de competitividade entre a espinha dorsal campeã e os substitutos.
Perspectiva: caso retome sua formação ideal, o Manchester City continua com estatísticas favoráveis para avançar na Champions e disputar os principais títulos. Porém, a derrota para o Leverkusen serve de alerta sobre o limite da profundidade do elenco: poupar múltiplos titulares simultaneamente, em jogos de peso, pode comprometer tanto resultados imediatos quanto a confiança do grupo.
Com informações de Manchester Evening News