São Paulo, 26/10 — A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou durante o Summit CBF Academy desta quarta-feira (26) que a sequência de cinco partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro é fruto de “incapacidade” do próprio clube e não de erros de arbitragem, deixando claro que o momento ruim praticamente encerra a disputa pelo título nacional.
Autocrítica incomum na elite do futebol brasileiro
Em um cenário em que dirigentes costumam atribuir maus resultados a fatores externos, a fala de Leila representa uma ruptura. Ao descartar a arbitragem como vilã, a mandatária joga foco total no desempenho técnico, físico e mental do elenco, além dos processos internos de preparação — todos sob responsabilidade direta da diretoria e da comissão de Abel Ferreira.
Raio-X da série negativa
Segundo levantamento interno do clube, o Verdão completa cinco jogos sem vitória no Brasileirão. Nesse recorte:
- o time marcou menos gols do que sua média na competição;
- teve queda no índice de finalizações certas;
- e viu a distância para o líder aumentar, dificultando a briga pelo título.
O rendimento contrasta com o histórico recente sob Abel, técnico que conquistou duas Libertadores (2020 e 2021) e um Brasileirão (2022) em menos de três anos de trabalho.
Renovação de Abel Ferreira segue prioridade até 2027
Mesmo que o resultado do próximo compromisso — Palmeiras × Flamengo, sábado (29), pela Libertadores — seja desfavorável, Leila reforçou que a extensão do contrato de Abel por mais dois anos depende apenas da assinatura do treinador. O objetivo é mantê-lo até o fim do mandato presidencial, em dezembro de 2027.
Imagem: Cesar Greco
Impacto imediato na temporada
A autocrítica pública tende a provocar resposta interna rápida: ajustes na preparação, possíveis alterações no onze inicial e reforço psicológico antes do duelo continental. Caso o Palmeiras não reverta a fase, pode terminar o Brasileirão fora do G-4 — cenário que afeta receitas, planejamento de elenco e composição orçamentária para 2025.
Conclusão prospectiva: Ao assumir a responsabilidade pela má fase, Leila Pereira cria um ambiente de cobrança interna e diminui o discurso externo de perseguição. A postura também fortalece a negociação para manter Abel Ferreira, visto como peça-chave para reposicionar o time na tabela e seguir competitivo em 2024. Os próximos jogos dirão se a autocrítica se converterá em desempenho.
Com informações de Nosso Palestra