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    Arquiteto da SLS fala sobre inspiração e mudanças na pista do Super Crown: “Tem de elevar o nível” – Portal

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    São Paulo (SP) – o arquiteto-chefe da Street League Skateboarding (SLS), responsável pelo desenho das pistas do circuito mundial, confirmou nesta semana que o traçado do Super Crown 2025, marcado para São Paulo, passará por mudanças estruturais para “elevar o nível” de dificuldade técnica da decisão.

    Por que a pista precisou mudar?

    Segundo o profissional — nome não divulgado pela organização — o layout utilizado na edição 2023, também na capital paulista, cumpriu o papel de oferecer linhas fluidas, mas foi superado rapidamente pela evolução das manobras apresentadas pelos atletas. “Precisamos de um desenho que pressione os competidores a usar a criatividade”, afirmou.

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    Inspiração do novo desenho

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    O arquiteto revelou que buscou referências em elementos arquitetônicos icônicos de São Paulo, como rampas que remetem à marquise do Parque Ibirapuera e corrimões inspirados na escadaria da Avenida Paulista. A intenção é “conectar a cultura do skate de rua local com a atmosfera de um grande palco mundial”.

    Raio-X do Super Crown

    • Formato da final: 8 atletas (4 melhores do ranking masculino e 4 do feminino) disputam duas voltas de linhas + 4 tentativas de manobra.
    • Pontuação recorde atual: 9.6 – Yuto Horigome (Tóquio, 2022).
    • Brasileiros no Top-10 do ranking 2024: Rayssa Leal (2ª), Kelvin Hoefler (7º) e Filipe Mota (10º).
    • Premiação projetada: US$ 200 mil para o campeão de cada categoria, segundo dados públicos da SLS.

    O que muda para os skatistas?

    O novo layout deve incluir gaps mais longos, bordas mais altas e corrimões com diferentes ângulos, exigindo maior controle de velocidade e variação de manobras. Com a pista mais “viva”, erra menos quem usar com inteligência as transições e preservar velocidade entre os módulos.

    Impacto na corrida pelo título 2025

    Para atletas líderes do ranking, a leitura rápida do terreno durante as sessões de treino será vital. Competidores conhecidos por adaptação rápida, como Rayssa Leal e Nyjah Huston, tendem a se beneficiar da diversidade de obstáculos. Já especialistas em manobras de precisão poderão sofrer caso não encontrem linhas seguras nas novas dimensões.

    Próximos passos: o cronograma divulgado pela SLS prevê a conclusão da construção em outubro, com sessões de reconhecimento abertas aos atletas dois dias antes da final. Até lá, as comissões técnica e de segurança farão ajustes finos para garantir fluidez e conformidade com padrões internacionais.

    O redesenho da pista sinaliza a aposta da organização em elevar o espetáculo e, ao mesmo tempo, testar os limites da modalidade. Resta saber quem conseguirá decifrar mais rápido os novos segredos de São Paulo — e transformar criatividade em notas acima de 9.

    Com informações de BandSports

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