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    Quem vai ser o técnico do seu time em 2026? De Abel a Dorival, o que sabemos sobre mercado dos treinadores do Brasileirão

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    Quem comanda quem? Em 9 de dezembro de 2025, levantamento da ESPN mapeou a situação dos 20 clubes da Série A para 2026: Flamengo, Palmeiras e mais dez equipes já têm treinador assegurado, outras sete mantêm o cargo sob avaliação e o Internacional ainda procura um substituto para Abel Braga, que se aposentou após livrar o clube do rebaixamento.

    Panorama geral: estabilidade ainda é exceção

    Dos 20 participantes do Brasileirão, apenas 12 entram nas férias com o comando técnico definido (60%). Outros sete dependem de resultados de Copa do Brasil ou de reuniões de fim de ano, enquanto o Internacional inicia 2026 sem nome anunciado. A proporção confirma a volatilidade histórica do futebol brasileiro: segundo dados do Observatório do Futebol CIES, a Série A registrou média de 21 trocas de treinadores por temporada na última década.

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    Quem já está garantido e por quê

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    Flamengo – Filipe Luís
    Contrato vai até dezembro de 2025, mas renovação por dois anos é tratada como “detalhe burocrático”. Campeão estadual, nacional e continental, o ex-lateral sustenta aproveitamento de 71% em 2025 e tem a confiança da cúpula rubro-negra.

    Palmeiras – Abel Ferreira
    Mesmo sem títulos na temporada, o vice em três competições segue até o fim do mandato de Leila Pereira, em 2027. Desde 2020, Abel soma 8 taças e 66% de aproveitamento.

    Mirassol – Rafael Guanaes
    Premiado com o Troféu Telê Santana pelo inédito 6º lugar e vaga direta na Libertadores, renovou até 2026. Seu time teve a 3ª melhor defesa (31 gols sofridos).

    Além deles, Fluminense (Luís Zubeldía), Bahia (Rogério Ceni), São Paulo (Hernán Crespo), Vasco (Fernando Diniz), Atlético-MG (Jorge Sampaoli), Santos (Juan Pablo Vojvoda), Vitória (Jair Ventura), Coritiba (Fernando Seabra) e Chapecoense (Gilmar Dal Pozzo) também iniciam 2026 com comandante selado.

    Casos em dúvida: resultados de copas pesam

    Corinthians – Dorival Júnior e Cruzeiro – Leonardo Jardim aguardam o desfecho da semifinal da Copa do Brasil, confronto que pode mexer em ambos os cargos. No Botafogo, Davide Ancelotti discute ajustes contratuais com John Textor. Red Bull Bragantino, Grêmio, Remo e Athletico-PR também avaliam desempenho recente antes de oferecer novo vínculo aos seus técnicos.

    Internacional: o único sem treinador definido

    A permanência dramática na elite com Abel Braga não foi suficiente para mantê-lo no cargo – o ídolo coloradíssimo confirmou a aposentadoria. O clube gaúcho corre contra o tempo porque terá Pré-Libertadores já em fevereiro. Entre os perfis analisados, a direção busca um profissional capaz de reposicionar o time defensivamente; em 2025, o Inter sofreu 53 gols, 9º pior registro da liga.

    Raio-X estatístico de 2025

    Trocas de técnicos: 24 no total (1,2 por clube).
    Clubes que terminaram o ano com o mesmo treinador que começaram: 7 (35%).
    Média de pontos por jogo dos 12 técnicos garantidos: 1,67.
    Aproveitamento médio dos sete em dúvida: 45%.
    Posição média do Internacional em 2025: 16º lugar (43 pontos).

    Impacto no planejamento esportivo e de mercado

    Ter o comando definido antecipadamente permite planejamento de pré-temporada, mapeamento de reforços e integração da base. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, já enviaram suas listas de reforços ao departamento de scouting desde novembro. Em contraponto, clubes sem definição podem perder tempo em janelas curtas: a abertura internacional vai de 11/1 a 7/3, pouco mais de 50 dias.

    O que observar nas próximas semanas

    • 18/12 – final da Copa Intercontinental: título do Flamengo acelera renovação de Filipe Luís.
    • 21/12 – fim da Copa do Brasil: definição sobre Dorival e Jardim.
    • Até 31/12 – eleição presidencial no Grêmio pode selar futuro de Mano Menezes.
    • Janeiro – reapresentação da maioria dos elencos: prazo limite para o Internacional anunciar técnico e staff.

    Conclusão: A fotografia atual revela rara estabilidade em 60% dos clubes, mas o cenário ainda pode mudar. O desfecho da Copa do Brasil, a janela de transferências e a pressão de torcidas tradicionais prometem novas mexidas. Quem mantiver coerência entre discurso e ação largará à frente na corrida de 2026.

    Com informações de ESPN Brasil

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