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    Corinthians vai pagar transfer ban com premiação da Copa do Brasil? Entenda contas e dívidas

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    São Paulo, 22 de dezembro de 2025 — O Corinthians decidiu direcionar parte dos R$ 97,8 milhões conquistados com o título da Copa do Brasil e um empréstimo de aproximadamente R$ 70 milhões junto à Liga Forte União (LFU) para pagar dívidas que originaram transfer ban na FIFA e na CNRD da CBF, impedindo o registro de novos atletas na temporada 2026.

    Dois bloqueios simultâneos: FIFA e CNRD

    No momento, o Corinthians lida com duas sanções ativas:

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    • FIFA: cobrança de US$ 6,14 milhões (cerca de R$ 40 milhões) do Santos Laguna-MEX pela compra do zagueiro Félix Torres, acrescida de multa de 15% e juros de 18% ao ano.
    • CNRD/CBF: parcelas em atraso de acordo firmado com diversos credores; as de julho e outubro não foram quitadas, e a próxima, de R$ 7 milhões, vence em 17 de janeiro.
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    Sem o pagamento integral, o clube não pode registrar reforços na janela nacional que abre em 10 de janeiro de 2026.

    Estrutura do fluxo de caixa: prêmio + empréstimo

    O planejamento financeiro alvinegro prevê a seguinte divisão:

    • Premiação Copa do Brasil (R$ 97,8 mi): liquidação imediata da dívida com o Santos Laguna e quitação das parcelas atrasadas na CNRD.
    • Empréstimo LFU (≈ R$ 70 mi): reforço do caixa operacional até março, contemplando salários, encargos de fim de ano e a primeira parcela de novos acordos de dívidas.

    Ao priorizar o pagamento à vista ao clube mexicano, o Corinthians evita a aplicação de juros retroativos mais pesados e ganha margem para renegociar outras pendências.

    Raio-X das dívidas internacionais

    Além das cobranças que já geraram bloqueio, há compromissos que podem se transformar em novas sanções caso não sejam resolvidos. Veja os principais:

    • Matías Rojas: R$ 45 milhões já confirmados pela CAS; reunião de parcelamento marcada para janeiro.
    • Rodrigo Garro (Talleres-ARG): US$ 4,33 milhões — cerca de R$ 24 milhões — com recurso pendente na CAS.
    • Maycon (Shakhtar-UCR): € 1,075 milhão — aproximadamente R$ 7 milhões.
    • José Martínez (Philadelphia Union-EUA): US$ 1,5 milhão — cerca de R$ 8,4 milhões.

    Impacto esportivo: janela de 2026 em pauta

    A diretoria alvinegra trabalha com três cenários:

    1. Transfer ban suspenso até 15 de janeiro: possibilita inscrição de reforços desde a abertura da janela, favorecendo a pré-temporada.
    2. Solução parcial: bloqueio cai na CNRD, mas persiste na FIFA caso a negociação com Santos Laguna demore; reforços internacionais seguiriam impedidos.
    3. Atraso na quitação: clube entra no Paulista sem poder registrar contratações, repetindo 2025, quando utilizou 39 atletas formados na base nos quatro primeiros jogos.

    O que o torcedor pode esperar?

    Internamente, o departamento de futebol condiciona qualquer movimento no mercado — inclusive o retorno de atletas emprestados — à liberação total do bloqueio. Dessa forma, a prioridade técnica é manter a espinha dorsal campeã da Copa do Brasil enquanto a diretoria financeira acelera os pagamentos.

    Perspectiva: Se conseguir liquidar as dívidas principais antes do fim de janeiro, o Corinthians terá margem para registrar três reforços já apalavrados (um lateral, um meia e um atacante de lado) e disputar o Campeonato Paulista sem restrições. Em caso de atraso, o clube corre risco de nova sanção automática da CNRD, elevando multa e comprometendo o planejamento de 2026.

    Com informações de ESPN Brasil

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