Buenos Aires (17.jun.2026) — O ex-lateral Juan Pablo Sorín, ídolo do Cruzeiro, esteve presente no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na noite de terça-feira (16), para acompanhar a goleada da Argentina sobre a Argélia na estreia da Copa do Mundo de 2026. Atuando como repórter de campo, Sorín entrevistou Lionel Messi, autor de três gols que o colocaram lado a lado de Miroslav Klose como maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 tentos.
O que aconteceu e por que importa
A vitória larga deu à Argentina a liderança provisória do seu grupo e ampliou o saldo de gols logo na primeira rodada — critério que costuma ser decisivo em fases de grupos equiparadas. Para Messi, o hat-trick o coloca num patamar estatístico inédito para um jogador sul-americano, ao passo que, para Sorín, a atuação renova o orgulho nacional e reforça o vínculo entre o ex-jogador e a Albiceleste, agora em seu sexto Mundial consecutivo com o craque do Inter Miami.
O reencontro de duas gerações campeãs
Sorín, 48 anos, defendeu a seleção de 1995 a 2006 e disputou as Copas de 2002 e 2006, ficando marcado pelo espírito de liderança e pelas investidas ofensivas pela esquerda. Já Messi, 39, segue como referência técnica e moral do elenco comandado por Lionel Scaloni. Na beira do gramado, o ex-capitão presenteou o camisa 10 com um boneco do Chapolin Colorado, símbolo de heroísmo latino-americano, gesto que viralizou nas redes sociais.
Raio-X do recorde de Messi
Top 7 artilheiros da história das Copas (até 16/06/2026)
– Miroslav Klose (ALE): 16 gols
– Lionel Messi (ARG): 16 gols
– Ronaldo (BRA): 15 gols
– Gerd Müller (ALE): 14 gols
– Kylian Mbappé (FRA): 14 gols
– Just Fontaine (FRA): 13 gols
– Pelé (BRA): 12 gols
Impacto para a campanha da Argentina
Além de iniciar o torneio na liderança do grupo, a Argentina ganha confiança ofensiva: o time balançou as redes mais de três vezes em um jogo de estreia de Copa pela primeira vez desde 1978, ano do primeiro título mundial argentino. A consistência defensiva — não sofreu gols contra a Argélia — sustenta o 4-3-3 de Scaloni, que liberou Di María e Julián Álvarez para agredirem pelos flancos enquanto Enzo Fernández comandava a saída de bola.
Imagem: Divulgação
O que vem pela frente
A Albiceleste volta a campo no próximo sábado (20) contra a Coreia do Sul, confronto que pode assegurar classificação antecipada às oitavas. Caso marque mais um gol, Messi se isola como maior artilheiro de todos os tempos da competição, quebrando recorde que perdura desde 2014. Já Sorín seguirá na cobertura especial do torneio, destacando-se como elo midiático entre torcedor cruzeirense e seleção argentina.
Conclusão prospectiva: A sinergia entre presente e passado — representada por Messi e Sorín — reforça o clima positivo no entorno da seleção. Se mantiver o mesmo nível de criação e aproveitamento, a Argentina não apenas confirmará o favoritismo no grupo, mas também chegará às fases decisivas com moral elevada e com o 10 buscando marcas individuais que podem redefinir a história dos Mundiais.
Com informações de Diário Celeste