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    Filipe Luís e Flamengo discordam de pagamentos a auxiliares e travam renovação; clube tem pressa para resolver caso

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    Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2025 – O Flamengo ainda não conseguiu selar a permanência de Filipe Luís para a temporada 2026. O ex-lateral e atual treinador aceitou o salário de aproximadamente R$ 2 milhões mensais, mas a negociação travou porque clube e técnico divergem sobre quem deve arcar com os salários dos dois auxiliares da comissão. A diretoria rubro-negra espera uma resposta até segunda-feira (29), enquanto Filipe Luís, de férias em Madri, não abre mão de que o custo seja assumido pelo clube.

    Por que a remuneração dos auxiliares virou o novo ponto de tensão

    No contrato vigente, Filipe Luís paga do próprio bolso o analista de desempenho Ivan Palanco, algo que ele considera exceção e não quer repetir. Já o departamento financeiro do Flamengo, pressionado por um orçamento que projeta cap para folha técnica em 2026, quer manter a prática de embutir o custo de auxiliares no salário global do comandante.

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    Essa diferença de modelo de contratação é comum no futebol brasileiro: alguns clubes centralizam a folha da comissão para controlar a escalada salarial; outros liberam o treinador para montar equipe própria e repassar a conta. No caso rubro-negro, a alta cifra mensal combinada com Filipe Luís acendeu a discussão sobre limite de gastos justamente após a eliminação precoce na Conmebol Libertadores 2025, que reduziu as receitas previstas em premiações.

    Raio-X da comissão técnica

    • Filipe Luís – treinador desde janeiro/2025; 67% de aproveitamento (54J | 34V | 11E | 9D).
    • Ivan Palanco – analista de desempenho, ex-Celta e Lille, atua com o técnico desde 2023.
    • Auxiliar 2 (físico) – nome mantido em sigilo, especializado em periodização tática.
    • Custo estimado da comissão – R$ 300 mil mensais adicionais, além dos R$ 2 mi do treinador.

    Impacto no planejamento rubro-negro para 2026

    O impasse acontece em momento chave do calendário. Em 4 de janeiro, o elenco se apresenta para a pré-temporada, que inclui amistosos nos Estados Unidos antes da Supercopa do Brasil, programada para 26/01. Sem definição, o departamento de futebol não consegue confirmar agenda de treinos e logística de viagem. Do ponto de vista tático, a indefinição atrasa a implementação de ajustes defensivos – setor que sofreu 41 gols no Brasileirão 2025, a pior marca do clube desde 2017.

    Política salarial do Flamengo em números

    • Folha de comissão técnica 2023: R$ 2,4 milhões/mês (Tite e auxiliares).
    • Previsão orçamentária 2026: teto de R$ 2,5 milhões/mês para toda comissão.
    • Oferta atual a Filipe Luís: R$ 2,0 milhões (técnico) + R$ 0,0 milhão para auxiliares – acima do teto projetado.

    Ou seja, mesmo que o ex-lateral aceite manter os R$ 2 mi, a entrada dos auxiliares eleva a despesa total para patamar superior ao projetado, exigindo cortes em outras áreas ou revisão do orçamento.

    O que pode acontecer a seguir?

    Com o prazo informal até 29/12 e a proximidade da reapresentação, o clube já discute cenários alternativos: (1) absorver a despesa dos auxiliares e renegociar bônus de desempenho, (2) buscar um treinador de perfil financeiro mais baixo ou (3) prorrogar o contrato atual por três meses enquanto as partes ajustam o modelo de remuneração. A primeira opção é vista como a menos traumática, pois mantém continuidade do trabalho e preserva a pré-temporada.

    Conclusão prospectiva: O desfecho dessa negociação definirá o tom do início de 2026 para o Flamengo. Se o acordo sair até segunda-feira, o clube garante estabilidade técnica e foco no mercado de contratações. Se a divergência persistir, a pré-temporada pode começar sem comando definido, aumentando o risco de comprometer resultados nas primeiras competições do ano e colocando pressão extra na diretoria rubro-negra.

    Com informações de ESPN Brasil

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