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    Novela Hulk tem novo capítulo com “fim” da negociação entre Atlético e Fluminense

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    Quem: Hulk, Atlético-MG e Fluminense  |  O quê: negociação encerrada  |  Quando: segunda-feira, 12 de fevereiro  |  Onde: Belo Horizonte (MG)  |  Por quê: clubes não chegaram a um consenso sobre as exigências da transferência.

    O Atlético-MG decidiu encerrar as tratativas com o Fluminense pela transferência de Hulk. Após várias semanas de reuniões sem avanços concretos, as partes não chegaram a um acordo sobre cláusulas como veto a enfrentar o Galo em 2026, jogo de despedida e participação em direitos econômicos de atletas da base tricolor. Com contrato vigente até o fim de 2025, o camisa 7 segue integrado ao elenco alvinegro, mas, a partir de julho, estará legalmente livre para assinar um pré-contrato com qualquer equipe.

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    Por que a negociação travou?

    Fontes ouvidas pelo GE indicam que o ponto central foi a lista de salvaguardas exigidas pelo Atlético para liberar seu principal ídolo recente. O Fluminense considerou os itens — especialmente o veto para 2026 — incompatíveis com seus interesses desportivos e financeiros.

    A diretoria atleticana, representada pelo CSO de futebol Paulo Bracks, deixou claro publicamente que não pretendia abrir mão do atacante sem uma compensação esportiva e institucional à altura. Ao mesmo tempo, Hulk manifestou nas redes sociais sentir-se desvalorizado pelo clube, mas reiterou que não solicitou a saída.

    Raio-X de Hulk no Atlético-MG

    Chegada: janeiro de 2021

    Jogos: 178*

    Gols: 102*

    Títulos: Campeonato Brasileiro (2021), Copa do Brasil (2021), Supercopa do Brasil (2022) e Campeonato Mineiro (2021-2023)

    *números oficiais até janeiro de 2024.

    O atacante foi responsável por cerca de 35 % dos gols do Atlético nas últimas três temporadas, além de liderar o ranking interno de assistências no período. Sua disponibilidade física também impressiona: participou de 90 % das partidas possíveis do Galo desde a chegada.

    Impacto no planejamento alvinegro

    Com a permanência de Hulk, o técnico Jorge Sampaoli tem mantida a referência de mobilidade e finalização que sustenta o modelo de jogo vertical treinado na Cidade do Galo nesta pré-temporada. O clube já monitorava o mercado em busca de um atacante de força física — lacuna que, por ora, deixa de existir.

    No aspecto financeiro, o Atlético alivia a necessidade de reposição imediata, mas mantém o desafio de equilibrar a folha salarial, já que Hulk é um dos maiores vencimentos do elenco. A diretoria sinaliza internamente que eventuais vendas de atletas da base podem ser usadas para equalizar o caixa sem mexer no contrato do camisa 7.

    Efeitos sobre o Fluminense

    Para o Tricolor carioca, o fim das negociações obriga a recalibrar o mercado de atacantes. O clube buscava um jogador capaz de atuar tanto como centroavante quanto pelos lados, formato que Fernando Diniz valoriza para apertar a saída adversária. Opções como Douglas Costa (livre) e Cano como “falso 9” são debatidas, mas não entregam o mesmo repertório físico‐técnico de Hulk.

    O que esperar dos próximos capítulos?

    Sem acordo nesta janela, o relógio contratual passa a ser o principal elemento da história. Em 1º de julho, Hulk poderá assinar pré-contrato para 2026 com qualquer clube — inclusive o próprio Fluminense — sem necessidade de indenização ao Atlético. A diretoria alvinegra admite nos bastidores que retomará conversas de renovação até lá para evitar a saída gratuita de seu principal ativo esportivo.

    Em resumo, a permanência de Hulk preserva a espinha dorsal do Galo para 2024, mas transforma o segundo semestre numa corrida contra o tempo: ou o clube apresenta um projeto esportivo e financeiro capaz de seduzir o ídolo, ou arrisca vê-lo negociar livremente e repetir, em novo ato, uma novela que ainda parece longe do capítulo final.

    Com informações de Fala Galo

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