Quem: Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
O quê: classificou a goleada por 4 x 0 sofrida para o Novorizontino como “golpe duro” e justificou o uso massivo de jogadores da base
Quando: terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Onde: Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte
Por quê: preservar titulares lesionados e avaliar jovens em início de temporada
Derrota fora da curva para um time que costuma ser sólido
Desde que Abel Ferreira assumiu o Palmeiras em 2020, o 4 x 0 de Novo Horizonte figura entre as piores derrotas em placares e desempenho. Em 2025, por exemplo, o Verdão encerrou o Brasileirão com a terceira melhor defesa (34 gols sofridos em 38 rodadas, segundo dados oficiais da CBF). O contraste escancara a falta de competitividade mental citada pelo treinador na coletiva.
Por que a base entrou em campo
O português listou duas razões principais:
- Lesionados: o elenco iniciou 2026 sem parte de seus titulares no meio-campo, o que abriu espaço para Larson (20 anos) e Luis Pacheco (21 anos).
- Processo de aclimatação: a comissão enxerga o Paulistão como laboratório para que os garotos sintam a pressão antes de fases decisivas de Libertadores e Campeonato Brasileiro.
Abel reforçou: “A base nunca será problema, será solução”. A frase indica continuidade no rodízio, ainda que custe pontos no estadual.
Raio-X da goleada
- Finalizações: Novorizontino 15 (9 no alvo) x 8 (2 no alvo) Palmeiras.
- Perdas de posse no terço defensivo: Palmeiras 11, índice que antecedeu dois dos quatro gols.
- Estreantes: 3 jogadores formados na Academia iniciaram como titulares — recorde do clube em estreias de Paulistão na era Abel.
Impacto imediato na temporada
O revés pressiona o elenco para o clássico contra o São Paulo (24/01, Arena Barueri). Uma nova derrota poderia transformar um tropeço localizado em tendência negativa. Em seguida, vêm jogos de maior peso competitivo: Atlético-MG pelo Brasileiro (28/01) e Botafogo-SP fora (01/02) pelo estadual.
Estruturalmente, o Palmeiras ainda carece de reforço numérico no meio-campo: sem Zé Rafael (lesão muscular) no ano passado, o time caiu de 58 % para 46 % de posse média nas partidas em que o volante esteve fora. A utilização de Larson e Luis Pacheco serve de termômetro para decidir se o departamento de futebol buscará peças no mercado antes da janela fechar em 7 de março.
Imagem: Internet
O que observar nos próximos jogos
1. Reação anímica após a maior derrota da era Abel.
2. Segurança defensiva: o Palmeiras sofreu gol em três das quatro primeiras partidas de 2026 — padrão incomum para a equipe.
3. Minutagem da base: tendência é que Larson e Pacheco mantenham espaço, mas desempenho contra o São Paulo pode acelerar contratações.
Se repetir a consistência histórica, o Palmeiras tende a absorver o impacto como alerta precoce. Caso os problemas se estendam, a diretoria terá de agir no mercado e na preparação psicológica para evitar que o “golpe duro” evolua para crise logo no primeiro mês do ano.
Com informações de ESPN Brasil