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    CEO do Atlético anuncia dirigente no futebol feminino

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    Quem: Pedro Tavares, atual diretor de competições da SAF do Atlético-MG.
    O quê: foi confirmado como novo diretor do futebol feminino do clube.
    Quando: anúncio feito nesta segunda-feira (2).
    Onde: Belo Horizonte, sede administrativa do Atlético.
    Por quê: para centralizar decisões estratégicas, fortalecer a estrutura das “Vingadoras” e implementar um projeto de categorias de base, começando pelo sub-20.

    Novo diretor, atribuições claras

    Com a nomeação, Pedro Tavares passa a responder por toda a cadeia do futebol feminino alvinegro — do planejamento financeiro ao suporte de campo, incluindo logística, departamento médico e captação de talentos. Ele já integrava rotinas das Vingadoras desde a chegada do gerente Ricardo Guedes, mas agora assume poder decisório pleno. A mudança libera o CSO Paulo Bracks para focar no elenco masculino profissional e em outras frentes de base.

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    Integração com a base sub-20: exigência e oportunidade

    A criação imediata de uma categoria sub-20 responde a duas frentes:

    • Regulamentação da CBF: Licenças de clube e convites para Competições A1 exigirão estrutura de base até 2025.
    • Aumento de oferta de talentos: 59% das atletas utilizadas na Série A1 2023 tinham menos de 23 anos, segundo relatório da CBF. Ter um funil interno reduz custos de mercado e conserva identidade esportiva.

    Estrutura hierárquica pós-mudança

    • CEO Pedro Daniel – estratégia global da SAF
    • Diretor de Futebol Feminino: Pedro Tavares
    • Gerente de Futebol Feminino: Ricardo Guedes
    • CSO Paulo Bracks – futebol masculino e relação com a base geral

    O redesenho diminui sobreposição de funções e cria linha direta entre operação feminina e diretoria executiva, prática já adotada por clubes como Corinthians e Internacional, referências na modalidade.

    Raio-X das Vingadoras

    • Fundação do departamento: 2019 (reativação).
    • Títulos estaduais: venceu o Mineiro em edições recentes (incluindo 2022).
    • Participações nacionais: Série A1 em 2022; atualmente disputa a Série A2.
    • Média de idade do elenco 2023: 24,2 anos (CBF/Data CIES).
    • Meta oficial: regressar à elite em 2026, ano de remodelagem do calendário e provável expansão do Brasileirão Feminino.

    Impacto no curto prazo: Mineiro, Copa do Brasil e calendário 2024

    No campo, a alteração de comando não interfere na comissão técnica atual, mas altera processos de análise de desempenho e recrutamento. A temporada estadual serve como laboratório para o novo staff testar métricas de carga física, integração da base e modelo de jogo. Na Copa do Brasil Feminina, prevista para ser reeditada em 2024, o Galo buscará minutagem competitiva extra, algo que a direção considera vital para encurtar o caminho de volta à elite.

    O que esperar até 2026

    O Atlético tem janela de dois anos para consolidar a cadeia de talentos, ganhar lastro financeiro por meio de patrocínios específicos (o clube negocia naming rights para o time feminino) e se adequar às licenças CBF/Conmebol. A trajetória será monitorada por indicadores-chave de performance (KPIs) como minutos jogados pela base, variação de pontuação no ranking de clubes femininos da CBF e redução de turnover de atletas.

    Conclusão: A chegada de Pedro Tavares sinaliza que o Atlético-MG coloca o futebol feminino no centro de seu planejamento estratégico. Com gestão dedicada, integração de base e metas cronometradas, o clube cria bases sólidas para brigar por vaga e permanência na Série A1 a partir de 2026. A próxima observação será a montagem do elenco para o Mineiro e a execução do projeto sub-20, pontos que indicarão se o discurso se traduzirá em desempenho.

    Com informações de Fala Galo

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