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    Byanca Brasil, do Cruzeiro, amplia números como maior artilheira do Brasileirão Feminino; confira

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    Belo Horizonte (16/02/2026) — A atacante Byanca Brasil anotou os dois gols da vitória do Cruzeiro sobre o Bahia e, com isso, elevou para 77 o seu total de bolas na rede em 145 partidas de Brasileirão Feminino Série A1, consolidando-se ainda mais como a maior artilheira da história da competição.

    Recorde que consolida liderança na artilharia histórica

    Criado em 2013, o Brasileirão Feminino já teve 14 edições concluídas. Desde então, nenhuma atleta balançou a rede tanto quanto Byanca Brasil. A camisa 10 celeste superou, pela segunda temporada seguida, a marca de 0,50 gol por jogo, mantendo vantagem segura sobre as perseguidoras diretas — Laryh (66 gols), Cristiane, Ketlen e Millene (todas com 64).

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    Os dois tentos contra o Bahia não só garantiram três pontos, como também abriram 11 gols de diferença para a vice-artilheira e afastaram a possibilidade de ultrapassagem no curto prazo.

    Raio-X: números de Byanca Brasil no Brasileirão Feminino

    • Jogos disputados: 145
    • Gols marcados: 77
    • Média de gols: 0,53 por partida
    • Clubes anteriores: Corinthians, Internacional, Santos, Palmeiras
    • Chegada ao Cruzeiro: 2023
    • Temporada 2023 (Cruzeiro): 23 gols e 4 assistências em 24 jogos
    • Contribuição geral pelo Cruzeiro (2023-2025): 56 gols e 17 assistências em 78 partidas

    Ajuste tático e impacto no modelo de jogo

    Desde 2025, a atleta passou a atuar em alguns momentos como meia ofensiva, recuando alguns metros entrelinhas para acelerar as jogadas. Mesmo assim, manteve produtividade elevada graças à finalização de média distância e ao domínio no jogo aéreo, características que ampliam as opções do técnico celeste para quebrar linhas baixas.

    Contra o Bahia, Byanca formou dupla móvel com Vanessinha, alternando posições e atraindo a zaga adversária. O primeiro gol saiu após infiltração como false 9; o segundo, em cobrança de pênalti sofrido por Duda. A variação mostra que o Cruzeiro pode alternar entre um 4-3-3 posicional e um 4-4-2 losango sem perder poder de fogo.

    O que muda para o Cruzeiro em 2026

    Com a vitória, a equipe mineira chega a 7 pontos em três rodadas e assume momentaneamente a vice-liderança, dependendo dos demais resultados. Mais importante, porém, é a confiança gerada pela referência de Byanca Brasil: desde 2023, o Cruzeiro vence 72% dos jogos em que ela marca pelo menos uma vez.

    Além disso, a presença da artilheira afeta diretamente o planejamento do departamento de futebol. A diretoria avalia renovar o vínculo, que se encerra em dezembro, antecipando negociações para blindá-la do mercado internacional — especialmente da NWSL, onde clubes como Houston Dash buscam uma atacante com histórico comprovado de gols.

    Próximos desafios: o Cruzeiro enfrenta o Grêmio na próxima rodada, fora de casa, partida que pode consolidar a boa largada na Série A1. Em seguida, encara sequência decisiva contra Palmeiras e Corinthians, adversários diretos na briga pelo G4. A tendência é que Byanca seja preservada em treinos de carga elevada para chegar a 100% nesses confrontos.

    Se mantiver a média atual, a camisa 10 pode fechar a fase classificatória com até 85 gols históricos, número que dificultaria ainda mais qualquer tentativa de aproximação das rivais na tabela de artilheiras.

    O desempenho recente de Byanca Brasil reforça a sensação de que o Cruzeiro, finalmente, tem uma peça capaz de decidir grandes jogos e sustentar o projeto de longo prazo no topo do futebol feminino nacional. Nos próximos meses, o foco estará em capitalizar essa vantagem: tanto dentro de campo, garantindo pontos cruciais, quanto fora dele, assegurando a permanência da maior goleadora da história do Brasileirão.

    Com informações de Diário Celeste

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