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    Fábio pega pênalti, Fluminense busca empate em clássico movimentado contra o Vasco e vai à final do Carioca

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    Rio de Janeiro (01/03/2026) – O Fluminense empatou com o Vasco por 1 a 1 no Maracanã, segurou a vantagem construída no primeiro duelo (1 a 0) e carimbou vaga na grande final do Campeonato Carioca graças a uma defesa de pênalti de Fábio e à cobrança convertida por Paulo Henrique Ganso nos minutos finais.

    Como o clássico se desenrolou minuto a minuto

    Logo aos 3 minutos, Cauan Barros derrubou Canobbio dentro da área e Wagner do Nascimento Magalhães marcou pênalti. Renê desperdiçou, chutando para fora, e manteve o 0 a 0. O erro fez o Vasco crescer: aos 35, em escanteio de Johan Rojas, Saldivia cabeceou, Fábio defendeu, mas Robert Renan aproveitou o rebote para colocar o Cruz-maltino em vantagem.

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    No segundo tempo, o roteiro se repetiu, só que do outro lado. Freytes cometeu infração sobre Andrés Gómez: pênalti para o Vasco. Brenner bateu e Fábio espalhou para longe – mais uma intervenção decisiva do goleiro de 43 anos. Aos 78 minutos, mão de Cauan Barros dentro da área tricolor. Ganso converteu, definiu o 1 a 1 e garantiu o time de Luis Zubeldía na decisão em jogo único.

    Raio-X do duelo

    • Pênaltis: 3 marcados, 2 desperdiçados (Renê/Flu e Brenner/Vasco), 1 convertido (Ganso/Flu).
    • Defesas de Fábio: 6 no total – a de maior peso, o pênalti de Brenner aos 63’. Segundo levantamento do site OGol, o experiente arqueiro soma mais de 30 penalidades defendidas na carreira.
    • Posse de bola: Flu 54% x 46% Vasco – o time de Zubeldía construiu com paciência, mas finalizou 10 vezes, contra 12 do adversário.
    • Finais de Estadual: o Fluminense alcança a sétima decisão nos últimos oito anos (foi campeão em 2022, 2023 e 2025).

    Por que a vaga é significativa para o Fluminense

    A classificação consolida o bom início de trabalho de Luis Zubeldía. Mesmo sem Arias e Keno, lesionados, o treinador manteve o 4-2-3-1 com Ganso flutuando entre linhas e Canobbio aberto. O desempenho defensivo também merece destaque: nos últimos seis jogos do Carioca, a equipe sofreu apenas dois gols. O equilíbrio é vital para o calendário apertado que inclui Brasileirão e Libertadores.

    Vasco: reflexo de um time sem comando definitivo

    O Cruz-maltino encerra o Estadual com eliminação na semifinal pelo terceiro ano seguido. Sem técnico desde a saída de Fernando Diniz, Bruno Lazaroni comandou interinamente e optou por linha de cinco na defesa, postura que trouxe volume ofensivo, mas fragilidades em transição – evidenciadas pelo pênalti cometido por Barros e pela falta de cobertura no lado esquerdo.

    O que vem a seguir?

    Fluminense: aguarda Flamengo ou Madureira para a final dia 08/03 (provável). Em seguida, estreia fora no Brasileirão contra o Remo e recebe o Athletico-PR. A tendência é que Zubeldía preserve titulares no meio da maratona de três jogos em sete dias.

    Vasco: tem dez dias até enfrentar o Palmeiras em São Januário pela 1ª rodada do Brasileiro. A diretoria intensifica a busca por um treinador; nomes como Cuca e Rogério Ceni circulam nos bastidores. A definição precisa ocorrer antes do dia 7 para permitir mini-pré-temporada.

    Perspectiva: se mantiver a solidez defensiva e a eficiência nas bolas paradas – 38% dos gols do Flu no Estadual nasceram de lances de bola parada – o Tricolor chega com força à decisão. Já o Vasco, ao postergar a contratação de um técnico efetivo, corre risco de iniciar mal o Brasileirão, especialmente diante de adversários diretos pelo G6.

    Com informações de ESPN Brasil

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