Palmeiras e Novorizontino decidem o título do Campeonato Paulista neste domingo (8), às 20h30, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, e o Verdão joga pelo empate após vencer a ida por 1 a 0 na Arena Barueri. O desafio para a equipe de Abel Ferreira, porém, é o rendimento defensivo fora de casa: o time sofreu gols em quatro dos seis compromissos como visitante na temporada 2024.
Por que o sistema defensivo preocupa fora de casa
Embora seja a base de uma das defesas menos vazadas do futebol nacional nas últimas temporadas, o Palmeiras acumula oito gols sofridos em seis jogos longe do Allianz Parque. A média de 1,33 gol por partida é mais que o dobro da registrada em casa no Paulistão (0,57).
Raio-X: desempenho do Palmeiras como visitante em 2024
Jogos: 6
Gols sofridos: 8
Partidas sem sofrer gol: 2 (Portuguesa e Corinthians)
Aproveitamento: 50% (2V-2E-2D no Paulista; 3V-2E-1D na temporada completa)
Derrotas: Botafogo-SP 1×0 e Novorizontino 4×0
O revés em Novo Horizonte, ainda na fase de grupos, responde por metade dos gols tomados fora de casa. Desde então, a equipe alternou bons e maus momentos defensivos, mas mostrou poder de reação ao segurar o Corinthians (1×0) na Neo Química Arena e ao conter o Atlético-MG em empate por 2×2 pela Libertadores.
A fortaleza do Novorizontino no Jorge Ismael de Biasi
Se o Palmeiras apresenta oscilação visitante, o Novorizontino apresenta 100% de aproveitamento como mandante no Estadual: seis vitórias em seis jogos. O time de Eduardo Baptista construiu essa campanha com 12 gols marcados (média de 2 por partida) e somente três sofridos, o que pressiona o líder do Verdão, Gustavo Gómez, e o goleiro Weverton a uma atuação sem falhas.
O que Abel Ferreira pode ajustar
1. Compactação defensiva: nas derrotas fora, o Palmeiras apresentou maior distância entre meio-campo e zaga, permitindo finalizações frontais. Danilo Barbosa ou Aníbal Moreno podem exercer função de “tampão” à frente da defesa.
2. Saída de três: contra o Novorizontino, a construção curta foi bem marcada. A variação direta (bola longa para Flaco López) pode reduzir perdas na zona de criação e evitar contra-ataques que expõem laterais.
3. Bolas paradas: o Novorizontino marcou 25% de seus gols em casa nessa jogada. Trabalhar marcação híbrida, com Kuscevic ou Murilo como “líder de zona”, tende a minimizar riscos.
Imagem: Cesar Greco
O que está em jogo além da taça
O Palmeiras busca o tricampeonato consecutivo do Paulistão (venceu em 2022 e 2023). Manter a hegemonia estadual aumenta a confiança para a fase de grupos da Libertadores, cujo próximo compromisso é fora de casa, novamente exigindo solidez defensiva.
Em caso de derrota por um gol, a disputa vai para os pênaltis; acima disso, o Novorizontino conquista o título inédito. Abel Ferreira, dono de oito títulos desde 2020, raramente perde finais — o que adiciona peso psicológico ao duelo, mas não elimina a necessidade de ajuste tático imediato.
Conclusão: se repetir o nível de concentração defensiva exibido na Arena Barueri e controlar as transições rápidas do Novorizontino, o Palmeiras tem boas chances de confirmar o tricampeonato. Caso contrário, a estatística de gols sofridos como visitante pode transformar a vantagem mínima em drama nos minutos finais ou mesmo em disputa de pênaltis, cenário que manterá o torcedor ligado até o último lance.
Com informações de Nosso Palestra