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    Zubeldía busca quebrar “seca” de 78 anos de técnicos gringos no Fluminense

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    Rio de Janeiro, 08/03/2026 – Neste domingo, às 18h, no Maracanã, o Fluminense decide o Campeonato Carioca de 2026 contra o Flamengo e coloca em campo uma missão histórica: com Luis Zubeldía, 15º treinador estrangeiro de sua história e o primeiro deste século, o Tricolor tenta quebrar um jejum de 78 anos sem títulos conquistados por técnicos “gringos”.

    Por que o clássico vale mais do que a taça para Zubeldía

    O último estrangeiro campeão pelo Fluminense foi o uruguaio Ondino Vieira, vencedor do Torneio Municipal de 1948. Desde então, passaram 11 técnicos não brasileiros pelas Laranjeiras, todos sem erguer troféus. Para Zubeldía, erguer o Carioca logo em sua primeira temporada significaria:

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    • Encerrar o intervalo mais longo sem conquistas de um treinador estrangeiro entre os grandes clubes do Brasil;
    • Consolidar seu nome no clube em uma fase de renovação do elenco;
    • Ganhar moral antes da sequência de Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.

    Raio-X do tabu tricolor

    Último título de “gringo”: Torneio Municipal de 1948
    Autor do gol decisivo: Orlando “Pingo de Ouro” (bicicleta sobre o Vasco)
    Sequência sem taças de estrangeiros: 78 anos (1949-2026)
    Técnicos estrangeiros campeões pelo Flu: Charles A. Williams (ING), J.A. Quincey Taylor (ING), Ramon Platero (URU), Carlos Carlomagno (URU) e Ondino Vieira (URU).

    O que Zubeldía entrega dentro de campo

    Desde a pré-temporada, o argentino implementou um 4-3-3 agressivo, com linhas altas e pressão imediata pós-perda. Os efeitos mais visíveis:

    • Redução de gols sofridos: média de 0,8 gol por partida no Estadual, contra 1,3 em 2025;
    • Posse ofensiva: 58 % de posse média, 6 % a mais que a campanha do último Carioca;
    • Uso da base: 4 atletas formados em Xerém atuaram em pelo menos 50 % dos minutos.

    Flamengo no caminho: o tamanho do desafio

    O rival rubro-negro chega à decisão com o melhor ataque do torneio (24 gols) e mantém invencibilidade de 12 jogos. Para furar a defesa adversária, Zubeldía aposta na movimentação de Jhon Arias entrelinhas e na velocidade de Keno pelos flancos, além da superioridade numérica criada por Alexsander na saída de três.

    Impacto além do Estadual

    Se confirmar o título, o Fluminense abrirá 2026 com confiança elevada para a fase de grupos da Copa Libertadores, competição na qual não conquista a taça desde 2023. Um troféu logo em março fortalece o planejamento orçamentário – prêmios do Carioca giram em torno de R$ 5 milhões – e pode acelerar a renovação contratual de peças-chave, como André, sondado pelo mercado europeu.

    Numa temporada com calendário apertado, quebrar o jejum de técnicos estrangeiros pode servir de antídoto psicológico para futuras decisões. Caso não conquiste o Estadual, a pressão tende a aumentar, sobretudo em cenários de mata-mata continental.

    Independentemente do resultado, o clássico deste domingo marca um ponto de inflexão na história dos treinadores estrangeiros no Fluminense. A resposta em campo dirá se Luis Zubeldía escreverá seu nome ao lado de Ondino Vieira ou se o tabu seguirá vivo rumo a oito décadas.

    Com informações de Netflu

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