Chivu e l’Inter che rallenta senza coppe: storia di un paradosso  

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Milão (ITA), 24/03/2026 – A Internazionale de Cristian Chivu chega à reta final da Serie A com seis pontos de vantagem sobre o Milan e sete sobre o Napoli, mas não vence desde 28 de fevereiro, acumulando quatro rodadas sem triunfo justamente após ser eliminada da Champions League pelo Bodo/Glimt.

Cenário atual: liderança ameaçada a oito partidas do fim

A derrota no clássico para o Milan e os empates contra Atalanta e Fiorentina, somados ao 0-0 mais recente, interromperam a arrancada que parecia encaminhar o Scudetto. Mesmo com a folga de calendário – já que não disputa mais competições europeias – o rendimento caiu, fazendo Beppe Marotta admitir “involução” e citar o risco de um psicodramma interno caso a curva de resultados não seja revertida rapidamente.

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Por que o Inter perdeu intensidade após a Champions?

O resultado contra o Bodo/Glimt quebrou a sequência emocional do elenco. A lógica de que “menos jogos significam mais energia” não se confirmou: o time perdeu referência competitiva e, mentalmente, passou a atuar com a obrigação de vencer todas as rodadas da liga. O fenômeno lembra a chamada “síndrome Bitossi” citada na Itália: o temor de falhar justamente no trecho decisivo.

Dependência de Lautaro Martínez exposta

Sem jogar desde 18 de fevereiro, o capitão e artilheiro Lautaro Martínez deixou um vazio técnico e de liderança. Barella oscilou, Thuram não reencontrou o melhor ritmo, Calhanoglu acaba de retornar de lesão e Dimarco, antes protagonista, sente a queda coletiva. Como destacou o The Guardian, o jovem Pio Esposito, de 20 anos, é “o único que não demonstra medo”, mas ainda carece de minutos de elite para assumir responsabilidades constantes.

Raio-X dos últimos quatro jogos

  • Período sem vitória: 28/02 a 24/03
  • Sequência: 3 empates (Atalanta, Fiorentina, última rodada) e 1 derrota (derby com o Milan)
  • Pontos desperdiçados após sair vencendo: 4 (duas vezes cedeu o empate por 1-0)
  • Gols marcados/sofridos: 2-4

Fator arbitragem: ruído externo que afeta o vestiário

A direção evita alimentar polêmicas, mas internamente alega mudança de critério após o lance Bastoni-Kalulu. Marotta pediu “uniformidade” ao comentar o possível pênalti de Pongracic, a penalidade não marcada contra a Atalanta e o toque de mão de Ricci no derby. Publicamente, o clube opta por abordagem diplomática para não criar álibis, mantendo o foco no rendimento esportivo.

O que vem pela frente

Com oito partidas por disputar, o retorno de Lautaro após a Data Fifa é tratado como gatilho principal para recuperar confiança. Chivu trabalha para retomar a agressividade sem bola – essencial na sequência inicial da temporada – enquanto avalia se Pio Esposito pode permanecer como parceiro do capitão. A leitura interna é clara: duas vitórias imediatas estancam a sangria e restabelecem margem confortável antes do confronto direto com o Napoli.

Conclusão Prospectiva: a Inter ainda controla o próprio destino, mas o paradoxo de ter caído de produção justamente com calendário livre expõe fragilidades emocionais. O desempenho nas próximas duas rodadas será decisivo para confirmar o Scudetto ou reabrir a disputa na Serie A.

Com informações de Corriere dello Sport

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