New survey finds 91% of fans believe football is better off without VAR

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Londres (30.mar.2026) — Um levantamento anual da Football Supporters’ Association (FSA) com mais de 7 000 participantes apontou que 91% dos torcedores acreditam que o futebol seria melhor sem o VAR. O estudo, realizado oito anos após os primeiros testes da ferramenta no futebol inglês, indica que apenas 2% consideram o recurso de vídeo “mais prazeroso” para o jogo.

Por que a desaprovação ao VAR continua crescendo

Desde que a tecnologia foi implementada na Premier League em 2019/20, ajustes no protocolo — como checagem automática de impedimentos, explicações via áudio no estádio e testes para analisar escanteios — não foram suficientes para mudar a percepção dos fãs. O principal fator de irritação segue sendo o tempo de revisão: 96% dos entrevistados discordam que as decisões ocorram em “tempo razoável”.

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Raio-X da pesquisa

  • Amostra: 7 000 torcedores, maioria frequentadora de estádios.
  • VAR torna o futebol mais agradável? Sim – 2% | Não – 91%.
  • Preferem jogos sem tecnologia de vídeo: 81%.
  • Perda da espontaneidade na comemoração: 92% concordam.
  • Apoio à checagem de impedimentos em gols: 56%.
  • Apoio à checagem de faltas na origem das jogadas: >60%.
  • Contra análise de escanteios: 79%.
  • Contra revisão de segundo cartão amarelo: maioria.

Impacto tático e de gestão: o que está em jogo

No campo esportivo, treinadores têm de lidar com interrupções médias superiores a um minuto, o que quebra ritmo de pressão e linhas defensivas preparadas para transições rápidas. Pela ótica administrativa, a Premier League investiu cerca de £20 milhões por temporada em infraestrutura e equipes de revisores; abandonar ou reformular o sistema geraria custos adicionais de adaptação, tanto em hardware quanto em capacitação de árbitros.

IFAB inicia revisão de dois anos: oportunidade ou impasse?

A International Football Association Board (IFAB) abriu uma análise de 24 meses sobre o uso do VAR, buscando equilibrar “acerto de grandes decisões” e “fluidez do jogo”, segundo o CEO da FA, Mark Bullingham. Ainda não há sinal de extinção do recurso, mas o alto índice de rejeição popular pressiona ligas e federações a repensar critérios de intervenção e comunicação em tempo real.

Próximos passos: plataformas semiautomáticas de impedimento e “desafios” limitados por equipe (à semelhança da NBA) estão na pauta para 2027. Caso não reduzam atrasos e devolvam a emoção imediata ao torcedor, a continuidade do VAR poderá ser revista antes da Copa do Mundo de 2030.

Com informações de The Guardian

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