Atlanta (EUA), 31/03/2026 – A Seleção Masculina dos Estados Unidos (USMNT) perdeu por 2 a 0 para Portugal no Mercedes-Benz Stadium, diante de 72.297 torcedores, no último amistoso antes de o técnico Mauricio Pochettino anunciar a lista definitiva para a Copa do Mundo em solo norte-americano. O resultado ampliou para oito a série de derrotas consecutivas dos EUA contra seleções europeias.
Como o jogo se desenrolou
Pochettino promoveu sete mudanças em relação ao time que levou 5 a 2 da Bélgica. Destaque para a dupla inédita Chris Richards-Auston Trusty na zaga e para Christian Pulisic atuando como “falso 9”. O esquema foi competitivo por meia hora, mas voltou a ceder espaços entre as linhas.
• 37’ – Francisco Trincão abriu o placar após bela troca entre Vitinha e Bruno Fernandes.
• 59’ – João Félix recebeu jogada ensaiada de escanteio e acertou o ângulo: 2-0.
Os EUA até finalizaram 11 vezes, mas apenas uma no alvo. Pulisic desperdiçou três chances claras e saiu no intervalo com cartão amarelo.
O “porquê” da derrota
1. Falha no primeiro passe: Portugal pressionou alto e forçou erros de saída – o lance do 1-0 nasce de perda de posse do lateral Alex Freeman no meio-campo.
2. Zona de proteção sem Tyler Adams: A faixa frontal da área ficou desguarnecida. Aidan Morris, substituto ocasional de Adams, chegou atrasado em ambos os gols.
3. Finalização ineficaz: Desde janeiro, Pulisic não marca pelo Milan e, pela seleção, soma seis jogos sem gol. A falta de confiança ficou evidente no voleio que não pegou na bola aos 21’.
Raio-X estatístico
Últimos oito confrontos versus europeus
– Derrotas: 8
– Gols sofridos: 22
– Gols marcados: 6
Imagem: Internet
Mapa de finalizações vs. Portugal
– Dentro da área: 5
– No alvo: 1
– Grandes chances perdidas: 3 (todas de Pulisic)
Desarmes por setor
– Terço defensivo: 15
– Faixa central (à frente da área): 4
– Terço ofensivo: 6
Impacto na lista final e nos próximos jogos
A convocação de 26 nomes será divulgada em duas semanas. A atuação evidenciou:
- Necessidade de um “6” puro: Se Adams não recuperar forma física, Tessmann ou Cardoso podem ganhar espaço.
- Papel de Pulisic: O experimento como centroavante não convenceu; a tendência é ele voltar à faixa esquerda, com Ricardo Pepi ou Folarin Balogun centralizados.
- Hierarquia no gol: Matt Freese ganhou sequência, mas não evitou o oitavo jogo seguido sofrendo dois ou mais gols.
Antes da estreia mundialista, os EUA ainda encaram Alemanha (28/04) e Senegal (05/05). Resultados positivos são vitais para recuperar moral e, sobretudo, para testar ajustes defensivos contra estilos contrastantes: posse intensa alemã e transição veloz senegalesa.
Se o objetivo era sair da Data Fifa com respostas, Pochettino regressa a Nova Jersey com mais perguntas, sobretudo sobre proteção à zaga e eficiência ofensiva. A convocação final, marcada para meados de abril, indicará quanto o treinador confia em soluções internas ou se apostará em nomes menos testados para mudar o cenário.
Com informações de The Guardian