Arsenal segurou a vantagem construída no primeiro jogo, perdeu por 1 a 0 para o Chelsea nesta quarta-feira (1º/04/2026) em Stamford Bridge, mas avançou às semifinais da UEFA Women’s Champions League com placar agregado de 3 × 2. A classificação, entretanto, ficou marcada por nova reclamação da técnica Sonia Bompastor, expulsa após receber dois amarelos, contra a atuação da arbitragem e do VAR.
A cena que reacendeu a discussão
Nos acréscimos, poucos segundos depois de Sjoeke Nüsken marcar o gol que deu esperança ao Chelsea, a lateral Katie McCabe puxou o cabelo da atacante Alyssa Thompson para deter um contra-ataque. A árbitra dinamarquesa Frida Klarlund mostrou apenas cartão amarelo, decisão que gerou protestos imediatos em campo e custou a Bompastor a segunda advertência.
É a segunda semana consecutiva em que o clube londrino reclama do vídeo-árbitro. No jogo de ida, um gol de Veerle Buurman foi anulado de forma equivocada e não revisado pelo VAR, fato citado novamente pela treinadora na entrevista pós-jogo.
Histórico recente de controvérsias na UWCL
• 2026 – Quartas de final: gol mal anulado de Buurman no Emirates Stadium.
• 2025 – Semifinal: impedimento milimétrico contra o Lyon, confirmado sem linhas virtuais.
• 2024 – Fase de grupos: penalidade não assinalada sobre Sam Kerr diante do Barcelona.
Embora a UEFA tenha declarado à Sky Sports estar “satisfeita” com o processo de seleção de árbitras, a soma de episódios pressiona a entidade por maior padronização no uso do VAR na competição feminina.
Raio-X financeiro e de elenco do Chelsea
Investimento em agentes (fev/25 – jan/26): £1,08 mi
Contratações de destaque em 2025/26:
- Alyssa Thompson – atacante, £1,1 mi: 14 jogos, 6 gols, 4 assistências na temporada.
- Veerle Buurman – meio-campista box-to-box, custo não divulgado: 3 gols, 88% de passes completos.
Mesmo com elenco reforçado, o setor ofensivo ainda oscila: o time converteu apenas 11,8% das finalizações na UWCL, contra 17,3% do Arsenal.
Imagem: Internet
O que muda para cada lado
Arsenal – Atual campeão, aguarda o vencedor de Lyon x Wolfsburg (alemãs em vantagem de 1-0) para tentar voltar à final. A defesa mostrou solidez: cedeu só três chutes no alvo nesta segunda partida e contou com a goleira Daphne van Domselaar em noite inspirada.
Chelsea – Fora da Europa, a equipe de Bompastor foca agora na reta final da WSL. O desafio é psicológico: transformar a frustração em motivação na disputa pelo título inglês, onde aparece a três pontos do líder Manchester City com um jogo a menos.
Próximos capítulos
Além de acompanhar o desfecho do outro confronto das quartas, a UEFA será pressionada a rever protocolos de vídeo-arbitragem antes das semifinais. Para Chelsea, as atenções se voltam ao derby contra o Tottenham no fim de semana, primeiro teste para medir o impacto emocional da eliminação.
Com informações de The Guardian