Fato principal: Carlo Ancelotti já tem 24 dos 26 convocados definidos para a Copa do Mundo de 2026; as duas vagas restantes serão disputadas por Lucas Paquetá, Endrick e Igor Thiago, enquanto a presença de Neymar ainda é considerada incerta.
Lead: Em entrevista durante a Data FIFA nos Estados Unidos, Carlo Ancelotti confirmou nesta terça-feira (31/03) que apenas duas vagas seguem em aberto na lista final de 26 atletas que será divulgada em 18 de maio, no Rio de Janeiro. Paquetá, Endrick e Igor Thiago concorrem pelos postos derradeiros, enquanto Neymar segue como dúvida, dependendo de avaliações físicas e técnicas nas próximas semanas.
Por que a convocação está praticamente fechada?
Desde que assumiu a Seleção, Ancelotti implementou um processo de avaliações em ciclos curtos, limitando as alterações a cada data FIFA. O método acelerou a consolidação do elenco: goleiros, defesa e boa parte do meio-campo já somam ao menos três períodos completos de treinos em conjunto, facilitando a assimilação do 4-2-4 adotado pelo italiano.
Mapa das posições garantidas
Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Bento (Al Nassr) reúnem experiência e estilos complementares: saída de bola com os pés (Alisson e Ederson) e explosão no mano a mano (Bento).
Defesa: Wesley e Danilo cobrem a lateral direita; Alex Sandro e Douglas Santos, a esquerda. Na zaga, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Militão, Bremer e Léo Pereira formam um quinteto que mistura imposição física, saída curta por dentro e cobertura em linha alta – ponto-chave para o 4-2-4.
Meio-campo: Casemiro e Bruno Guimarães são os “pivôs” do sistema. Fabinho e Andrey Santos fazem a rotação defensiva, enquanto Danilo Santos oferece chegada de surpresa. A sexta vaga pode recair em Paquetá caso Ancelotti priorize criatividade entrelinhas.
Ataque: Vinicius Jr. e Martinelli são pontas de ruptura pela esquerda, Estêvão e Luiz Henrique exercem amplitude à direita, e o trio central Matheus Cunha, João Pedro e Raphinha (falso 9 em algumas sessões) alterna mobilidade para abrir espaço à dupla de criação.
O dilema Paquetá x Endrick x Igor Thiago
• Lucas Paquetá – Meio-campista ofensivo do Flamengo, reputado por atuar entre as linhas e participar da fase defensiva com pressão pós-perda. Sua presença liberaria um dos pontas para se manter mais adiantado, transformando o desenho em 4-2-3-1 quando necessário.
• Endrick – Centroavante de origem, utilizado no Lyon também partindo da faixa direita para dentro. Oferece profundidade e finalização de média distância, atributos valiosos em adversários que fecham a área.
• Igor Thiago – Hoje no Brentford, é o atacante de referência mais físico entre os candidatos. Em jogos que exijam bolas longas de transição direta, seu jogo de costas e presença na área podem destravar defesas baixas.
Imagem: Internet
Raio-X dos concorrentes
Idades na Copa: Paquetá 28 anos, Endrick 20, Igor Thiago 25.
Minutos com Ancelotti: Paquetá (0 nesta Data FIFA, 270 em 2025), Endrick (145), Igor Thiago (110).
Versatilidade tática:
– Paquetá: 2 posições (meia central e segundo atacante).
– Endrick: 3 posições (9, ponta direita invertido, segundo atacante).
– Igor Thiago: 1 posição (9).
E Neymar, onde entra?
O camisa 10 do Santos ainda se recupera de lesões recorrentes no tornozelo e não participou da preparação nos EUA. O staff físico de Ancelotti prioriza atletas no ápice da condição atlética para sustentar a marcação em bloco alto. Caso o astro não atinja métricas mínimas de aceleração e volume de treinos até meados de maio, a comissão não hesitará em deixá-lo fora do quarto Mundial.
Impacto futuro na campanha rumo ao hexa
Com a espinha dorsal consolidada, a Seleção chegará à fase de grupos da Copa com 90% dos minutos oficiais de 2025 disputados pelos mesmos 24 nomes. A definição dos dois últimos lugares afetará diretamente as variações táticas: Paquetá + Endrick sugerem um elenco com maior maleabilidade ofensiva, enquanto Endrick + Igor Thiago adicionariam diferentes perfis de 9 sem abrir mão do 4-2-4. A decisão também indicará quão confortável Ancelotti está em contar (ou não) com Neymar em rota de colisão com o cronograma físico.
Próximo passo: a comissão técnica enviará relatórios individualizados aos clubes, monitorando carga de jogos até 12 de maio. Qualquer lesão nesse período poderá reabrir vagas hoje consideradas fechadas, mantendo vivo o alerta nos bastidores da Granja Comary.
Faltando pouco mais de 60 dias para a estreia, a Seleção terá nos amistosos pré-torneio a última oportunidade de testar a coesão do 4-2-4 com as peças definitivas, e a batalha entre Paquetá, Endrick e Igor Thiago promete ser o termômetro final do equilíbrio entre criatividade e profundidade no ataque brasileiro.
Com informações de ESPN Brasil