Paris, 22 de abril de 2026 – Em coletiva concedida nesta terça-feira no CT de Poissy, Luis Enrique explicou por que o Paris Saint-Germain manteve política de mercado discreta mesmo diante de sucessivas lesões. O espanhol afirmou que repetiría a estratégia na janela de 2027 e que a coesão do atual plantel foi determinante para as conquistas recentes. A declaração antecede o duelo contra o Nantes, nesta quarta (23), às 14h, pela 30ª rodada da Ligue 1, em que o PSG tenta sustentar a liderança com apenas um ponto de vantagem sobre o vice-líder Lens.
Política de contratações: continuidade acima de volume
Luis Enrique foi taxativo: “Teria sido um absurdo contratar muitos jogadores”. A postura ecoa o discurso do conselheiro esportivo Luís Campos, que desde 2025 prega um modelo sustentado pela base e por oportunidades pontuais, evitando altos gastos e o acúmulo de atletas. O clube entende que:
- Gestão financeira — Menos contratações reduzem folha salarial e amortizações de direitos econômicos.
- Tempo de jogo — Elenco compacto facilita a manutenção de ritmo competitivo e a satisfação dos jogadores.
- Integração dos formados em casa — A academia de Paris conta hoje com 12 atletas regularmente usados nos treinos do profissional.
Raio-X do elenco em 2025/26
As lesões de Vitinha (inflamação no calcanhar) e Nuno Mendes somam-se a problemas musculares recentes de Ashraf Hakimi, Ousmane Dembélé e Fabián Ruiz. Ainda assim, o PSG disputou 49 partidas oficiais na temporada utilizando apenas 24 jogadores diferentes – o menor rodízio entre os oito primeiros da Ligue 1. De acordo com dados da liga:
- Média de minutos por atleta titular: 2.690
- Gols sofridos na Ligue 1: 23 (2ª melhor defesa)
- Gols marcados: 61 (1º lugar)
Os números indicam que, apesar do elenco enxuto, o rendimento coletivo se mantém entre os melhores do campeonato.
Impacto imediato na Ligue 1
Depois da derrota por 2 × 1 para o Lyon, o confronto com o Nantes torna-se chave: uma vitória devolve ao PSG até quatro pontos de folga (considerando que Lens jogará apenas na quinta-feira). Com 29 jogos disputados, qualquer deslize pode inverter a liderança. O condicionamento físico dos meio-campistas é o principal ponto de atenção; sem Vitinha, Luis Enrique pode acionar Zaïre-Emery ou adiantar Fabián Ruiz para manter a construção por dentro.
Imagem: DeFodi s
Champions League: Bayern no radar
Menos de uma semana após o Nantes, o PSG recebe o Bayern de Munique na terça-feira (28) pela semifinal da Champions. A opção por não inflar o elenco aumenta a dependência da recuperação médica: um lateral-esquerdo em forma (Mendes ou Bernat) e um volante de origem (Vitinha) são cruciais para equilibrar transições contra a equipe alemã. Qualquer ausência prolongada poderá obrigar adaptações táticas, como Marquinhos na lateral ou um meio-campo com três zagueiros na saída de bola.
Perspectiva – A fala de Luis Enrique reforça que o PSG aposta em estabilidade e integração da base no médio prazo, mesmo sob pressão imediata por resultados domésticos e europeus. O desempenho nas próximas duas semanas – Nantes pela Ligue 1 e Bayern pela Champions – servirá de termômetro para saber se o modelo de elenco curto resiste aos desafios de calendário apertado e intensidade máxima.
Com informações de Trivela