Roma, i Friedkin preparano cambiamenti drastici sul nucleo della squadra

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Roma (Itália), 6 de abril de 2026 — A goleada por 5 a 2 sofrida para a Inter, no último domingo (5), foi o estopim para que os proprietários Dan e Ryan Friedkin definissem uma intervenção drástica no elenco da AS Roma. Com sete partidas restantes na Serie A, a diretoria sinaliza que a equipe de Gian Piero Gasperini passará por profunda remodelação ao término da temporada de transição 2025/26.

Derrota que acionou o alarme em Trigoria

O revés no Olímpico expôs fragilidades recorrentes: defesa vulnerável, falta de equilíbrio tático e personalidade oscilante. Mesmo sustentando o discurso de briga por Liga dos Campeões, Gasperini viu a diferença técnica para os concorrentes diretos ficar evidente. A mensagem enviada do Texas — onde está sediada a Friedkin Group — foi clara: “perder assim pode acontecer, mas permanecer estático, não”.

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Radiografia da temporada: onde a Roma tem falhado?

  • Desempenho defensivo: a Roma acumula mais gols sofridos que qualquer equipe atualmente posicionada no G-6 da Serie A, segundo dados oficiais da liga até a 31ª rodada.
  • Inconstância ofensiva: embora o ataque tenha média superior a 1,5 gol por jogo, a falta de sequência de vitórias (apenas duas séries de triunfos consecutivos em todo o campeonato) impede saltos maiores na tabela.
  • Oscilações mentais: em cinco das oito derrotas, o time sofreu gols em períodos inferiores a dez minutos — indício de queda de concentração após o primeiro golpe.

O que pode mudar no elenco

A palavra de ordem na cúpula é competitividade. Isso significa que alguns pilares deixam de ser intocáveis. Dan Friedkin pediu relatórios detalhados ao diretor esportivo Ricky Massara, incluindo:

  1. Idade e valor de mercado dos atuais titulares, comparados a alternativas mais jovens ou em fim de contrato pelo continente.
  2. Custos salariais versus impacto em minutos jogados — indicador que deve balizar eventuais saídas.
  3. Reposições internas vindas da base (categoria Primavera), departamento que recebeu investimentos de €10 milhões na atual gestão.

Setores considerados prioritários: zaga central pela falta de velocidade nos coberturas, meio-campo de retenção e um ponta de explosão para o lado esquerdo.

Sete jogos para salvar a vaga europeia

Mesmo com o projeto de reconstrução encaminhado, o curto prazo segue determinante financeiramente. A Roma ainda enfrenta dois adversários diretos por Champions e três candidatos ao rebaixamento. Quaisquer mudanças estruturais ganharão força ou perderão ímpeto conforme a pontuação mínima de 64 pontos — meta interna estipulada para 2025/26 — seja alcançada ou não.

Perspectiva para 2026/27

Ao final do campeonato, Friedkin, Massara e Gasperini terão reuniões em Dallas para definir budget, saídas e contratações. A expectativa é de reduzir a folha salarial em até 15%, realocar recursos em jogadores sub-25 com alto valor de revenda e acelerar a transição de talento da divisão de base. O fracasso em alcançar a Champions League não inviabiliza o plano, mas altera significativamente o teto de investimento, que pode recuar de €90 milhões para €60 milhões.

Conclusão: O 5-2 diante da Inter funcionou como raio X dos limites atuais da Roma e catalisou uma estratégia de remodelação que estava engatilhada desde o início da gestão Gasperini. O próximo mês servirá de laboratório final: resultados influenciarão o grau de ruptura, mas a mensagem do board americano já é irreversível — a Roma de 2026/27 terá nova espinha dorsal, defensiva e mentalmente mais sólida, ou permanecerá fora do círculo das protagonistas italianas.

Com informações de Corriere dello Sport

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