Paris (20/04/2026) — A apenas quatro rodadas do fim da temporada europeia, o técnico Carlo Ancelotti ganhou novos argumentos para a lista da Seleção Brasileira: Endrick marcou e deu assistência na vitória do Lyon sobre o PSG, Rayan comandou o Bournemouth diante do Newcastle e Lucas Paquetá chegou ao terceiro gol em abril pelo Flamengo. No sentido oposto, o atacante Estêvão voltou a se lesionar pelo Chelsea e vira preocupação no curto prazo.
Endrick consolida protagonismo no Lyon
O ex-Palmeiras precisou de apenas 18 minutos para participar diretamente dos dois gols que definiram o 2 × 1 sobre o Paris Saint-Germain. A vitória, além de manter o Lyon vivo na luta por vaga continental, reforça dois pontos observados por Ancelotti:
- Capacidade de decidir jogos grandes – segundo gol ou assistência do atacante em clássicos nesta Ligue 1.
- Versatilidade tática – escalado como referência móvel, se alternou entre a última linha e o corredor esquerdo, abrindo espaço para os meio-campistas infiltrarem.
Rayan mantém curva ascendente na Premier League
Já adaptado ao ritmo inglês, o ex-Vasco foi determinante no 2 × 0 do Bournemouth sobre o Newcastle. A arrancada pela esquerda que originou o primeiro gol exibiu explosão física e leitura para atrair a marcação, atributos valorizados pela comissão da Seleção para o Mundial de 2026.
Paquetá vive “abril artilheiro” e amplia repertório no Flamengo
Com o gol diante do Bahia, o meia chegou a três gols em seis partidas no mês. Utilizado como meia interior no 4-3-3 de Tite, Paquetá tem se projetado mais à área, algo que faltava desde sua volta ao Brasil. O aumento da presença na grande área surge como resposta direta à demanda de Ancelotti por meio-campistas com chegada.
Lesões voltam a preocupar: Estêvão e Murillo são baixa
Estêvão deixou o gramado contra o Manchester United com apenas 14 minutos, chorando no vestiário. A previsão inicial é de duas a três semanas fora. O histórico repetido de lesões pesa contra o atacante de 19 anos, que disputava posição no setor onde a concorrência é maior – Endrick, Rayan, Igor Thiago e até Neymar.
No Nottingham Forest, o zagueiro Murillo sentiu desconforto muscular e também ficará em avaliação. Embora estivesse atrás na hierarquia, o defensor vinha sendo monitorado como opção para o lado esquerdo da zaga, setor em que Ancelotti ainda busca alternativas além de Gabriel Magalhães.
Raio-X dos nomes em alta
Endrick (Lyon)
– Idade: 18 anos
– Principais funções: centroavante móvel / ponta-esquerda
– Participações diretas nos últimos 3 jogos: 3 (2 gols, 1 assistência)
Rayan (Bournemouth)
– Idade: 20 anos
– Posição: atacante pelo lado esquerdo
– Dribles bem-sucedidos contra o Newcastle: 4 em 5 tentativas
Imagem: Internet
Lucas Paquetá (Flamengo)
– Idade: 28 anos
– Posição: meia interno/segundo volante
– Gols em abril: 3
– Finalizações certas no mês: 6
O que muda na corrida pela Copa de 2026
Com apenas mais um período FIFA antes da convocação final, cada atuação ganha peso dobrado. Endrick e Rayan assumem vantagem num setor ofensivo que conta ainda com Rodrygo, Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli. Já a nova lesão de Estêvão pode tirá-lo de sequência decisiva no Chelsea — fator que o afasta das observações em campo e abre espaço para alternativas como Savinho e Ângelo.
No meio-campo, Paquetá ratifica sua polivalência, podendo ser usado como “8” construtor ou “10” infiltrador, enquanto Gerson desponta como peça tardia, mas que traz memória de Copa América 2024.
Conclusão prospectiva
A quatro semanas do fim das ligas europeias, o radar de Ancelotti ganhou brilho com Endrick, Rayan e Paquetá, mas acendeu o alerta médico com Estêvão e Murillo. O desempenho nas últimas rodadas e a capacidade de se manter fisicamente disponível devem ser decisivos para fechar a lista que tentará o hexa nos Estados Unidos, Canadá e México. O próximo fim de semana, com confrontos diretos por vagas em Champions e Libertadores, promete novos capítulos para essa disputa.
Com informações de ESPN Brasil