Rio de Janeiro, 29 de abril de 2026 – O site Imortais do Futebol atualizou hoje (29) sua série “10 Mais das Copas” e publicou a nova versão do ranking dos 10 maiores laterais-direitos da história das Copas do Mundo. A lista, focada exclusivamente no desempenho em Mundiais, reúne nomes que marcaram época entre 1930 e 2018, mesclando campeões mundiais, recordistas de partidas e referências táticas da posição.
Critério do levantamento: performance em Copa acima de tudo
Diferentemente de listas que consideram a carreira em clubes, o estudo avalia apenas o rendimento nos Mundiais. Por isso, lendas de clubes podem aparecer abaixo de atletas que “brilharam” mais vestindo a camisa da seleção, ou até mesmo ficar fora do Top-10.
Quem figura no Top-10 e por quê
Entre os selecionados estão Djalma Santos, único defensor a integrar três All-Star Teams seguidos (1954, 1958 e 1962), Cafu, recordista de finais consecutivas (1994, 1998 e 2002), e Philipp Lahm, nomeado para a seleção das três Copas que disputou (2006, 2010 e 2014). O ranking também contempla lendas de décadas passadas, como o uruguaio José Leandro Andrade (1930) e o alemão Berti Vogts (1970–1978), além de representantes modernos como Sergio Ramos, que começou como lateral em 2006 antes de migrar para a zaga.
Raio-X dos protagonistas
Djalma Santos – 4 Copas, 2 títulos, 12 jogos. Único brasileiro eleito para três seleções de Mundiais da FIFA na posição.
Cafu – 4 Copas, 2 títulos, 20 jogos (recorde nacional). Capitão em 2002 e único atleta em três finais seguidas.
Philipp Lahm – 3 Copas, 1 título, 20 jogos. Polivalente, atuou nas duas laterais e no meio-campo; nunca foi expulso na carreira.
Lilian Thuram – 3 Copas, 1 título, 16 jogos, 2 gols (ambos decisivos na semi de 1998). Bola de Bronze de 1998.
Carlos Alberto Torres – 1 Copa, 1 título, 6 jogos. Capitão do tricampeonato brasileiro e autor do gol que encerrou a era da Taça Jules Rimet.
Berti Vogts – 3 Copas, 1 título, 19 jogos. Reconhecido por anular Johan Cruyff na final de 1974.
Giuseppe Bergomi – 4 Copas, 1 título, 16 jogos. Campeão aos 18 anos em 1982; capitão da Azzurra em 1990.
José Leandro Andrade – 1 Copa, 1 título, 4 jogos. Destaque olímpico em 1924 e referência física/técnica dos anos 1920.
Wim Suurbier – 2 Copas, 2 vices, 11 jogos. Motor do “Carrossel Holandês” de 1974 e pilar do Ajax tricampeão europeu.
Sergio Ramos – 4 Copas, 1 título, 17 jogos. All-Star em 2010 como lateral, depois zagueiro e capitão da Espanha.
Evolução tática: do marcador fixo ao construtor de jogadas
A passagem pelos nomes da lista evidencia três fases distintas do lateral-direito em Copas:
Imagem: imortaisdofutebol
- Era da marcação individual (1930–1960) – Andrade e Djalma Santos redefiniram a função ao combinar força física, desarme e apoio pontual.
- Era da transição total (1970–1990) – Vogts, Carlos Alberto e Suurbier mostraram que era possível ser capitão, corredor e construtor simultaneamente.
- Era da polivalência (1994–2018) – Cafu, Lahm, Thuram e Ramos incorporaram múltiplas posições, virando alas, zagueiros ou até volantes conforme a necessidade tática.
Impacto para o presente e o futuro da posição
A Copa de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México tende a consagrar a próxima geração. Nomes como Reece James, Achraf Hakimi e Danilo já atuam por dentro como armadores em fase ofensiva, sinalizando que a função continuará em mutação. A lista histórica serve de termômetro: para entrar no panteão, é preciso combinar longevidade em Copas e impacto direto em títulos ou jogos-chave.
Os torcedores, analistas e até os próprios atletas terão um quadro mais claro de onde estão pisando – ou correndo – quando a bola rolar em 2026. A pergunta que fica é: quem será o próximo nome a desbancar um dos intocáveis deste Top-10?
Com informações de Imortais do Futebol